Chuva mantém Paraná em alerta: 16 cidades já superaram a média de outubro
Simepar prevê risco de temporais nesta quarta, principalmente no Norte; rajadas de vento, raios e granizo podem ocorrer em áreas do Estado.

PARANÁ | CLIMA E DEFESA CIVIL
Acumulados dos primeiros 12 dias do mês já ultrapassaram a média histórica de outubro em 16 estações; previsão mantém possibilidade de temporais, ventos fortes e granizo.
Curitiba (PR) — 14 de outubro de 2026
O Paraná segue sob atenção para instabilidades nesta quarta-feira (14), depois de uma sequência de chuvas volumosas que levou 16 cidades a superar, nos primeiros 12 dias de outubro, o volume médio histórico esperado para o mês inteiro. A previsão do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) indica que o risco de temporais persiste, com maior intensidade na metade norte do Estado.
Entre as estações meteorológicas que já ultrapassaram a média mensal estão as de Curitiba, Cascavel, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa, Paranavaí, Loanda, Guaíra, Altônia e Telêmaco Borba. Os registros acumulados variam de cidade para cidade, mas evidenciam a concentração de chuva em um intervalo curto.
Volumes elevados e rajadas de vento
No feriado de Nossa Senhora Aparecida, em 12 de outubro, foram registrados mais de 100 milímetros de chuva em municípios como Cascavel, Cruzeiro do Iguaçu e Foz do Iguaçu. Em Foz, o acumulado daquele dia chegou a 147,4 milímetros; em Cruzeiro do Iguaçu, a 127,4 milímetros; e em Cascavel, a 111,2 milímetros.
Também houve rajadas de vento superiores a 80 km/h em Campo Mourão. Ventos fortes podem derrubar galhos e árvores, deslocar objetos, danificar estruturas e provocar interrupções no fornecimento de energia. Quando a chuva é intensa em pouco tempo, aumentam ainda os riscos de alagamentos, enxurradas e dificuldades de circulação nas vias.
Por que o tempo continua instável
De acordo com o Simepar, a combinação de uma extensa área de baixa pressão, perturbações nos níveis médios e altos da atmosfera e um fluxo de calor e umidade favorece a formação de tempestades. Nesta quarta, o risco é maior em municípios do Norte, Noroeste e Norte Pioneiro, especialmente nas áreas próximas à divisa com São Paulo, mas pancadas e temporais localizados também podem atingir outras regiões.
A previsão aponta redução gradual da chuva entre quinta-feira (15) e sexta-feira (16), com a entrada de uma massa de ar mais fria e seca. A melhora, porém, não significa ausência total de precipitação: ainda podem ocorrer pancadas isoladas e trovoadas, sobretudo no interior e em áreas dos Campos Gerais e do Leste.
Cuidados durante temporais
Em caso de raios, a recomendação é procurar abrigo em uma construção segura e evitar permanecer em campos abertos, sob árvores isoladas ou próximo a estruturas metálicas. Motoristas devem reduzir a velocidade, ampliar a distância de segurança e não tentar atravessar trechos alagados, pois a profundidade e a força da água podem ser difíceis de avaliar.
Moradores também devem evitar o contato com cabos caídos, não estacionar veículos sob árvores e acompanhar avisos da Defesa Civil e dos órgãos meteorológicos. Em áreas sujeitas a alagamentos, é importante observar a elevação rápida do nível da água e deixar o local antes que a passagem fique comprometida.
O que os números significam
Superar a média mensal em menos de duas semanas não significa, por si só, que todas as cidades terão enchentes ou que o restante do mês será igualmente chuvoso. O dado mostra, contudo, que o volume já registrado está acima do padrão histórico para outubro em parte das estações monitoradas. A distribuição das próximas chuvas e a condição do solo serão determinantes para avaliar os impactos.
Como a previsão pode mudar com a evolução dos sistemas atmosféricos, a orientação é consultar os alertas atualizados e seguir as instruções das autoridades locais, sobretudo durante períodos de chuva forte e vento.
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