Petróleo se aproxima de US$ 100 com escalada entre Estados Unidos e Irã
Brent atingiu máxima próxima de US$ 98 nesta segunda; tensão no Estreito de Ormuz reacende temor de choque de oferta e pressão inflacionária.

Brent atingiu máxima próxima de US$ 98 nesta segunda; tensão no Estreito de Ormuz reacende temor de choque de oferta e pressão inflacionária.
NOVA YORK (EUA), 7 de setembro de 2026 — Os preços do petróleo avançaram nesta segunda-feira (7) e chegaram às maiores cotações em cerca de seis semanas, em meio ao agravamento das tensões militares entre Estados Unidos e Irã e ao aumento do risco sobre rotas estratégicas de exportação no Golfo.
O barril do Brent chegou a superar US$ 98 durante a sessão e permaneceu próximo da marca de US$ 100. O petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, também avançou e operou acima de US$ 92.
Estreito de Ormuz volta ao centro das atenções
O mercado acompanha com preocupação o Estreito de Ormuz, corredor marítimo por onde passa parcela significativa do petróleo comercializado internacionalmente. A possibilidade de novas restrições à navegação elevou o prêmio de risco incorporado aos preços.
O tráfego de embarcações na região já sofreu redução, enquanto ataques e ameaças contra instalações e navios ampliaram o temor de interrupções adicionais no fornecimento.
Impacto pode chegar à inflação
A alta do petróleo não afeta apenas combustíveis. Custos de transporte, logística, indústria, aviação e produção de alimentos podem ser pressionados quando a energia permanece cara por períodos prolongados.
O diesel também registra forte valorização em diferentes mercados, aumentando a preocupação com uma nova rodada de pressão inflacionária justamente quando bancos centrais avaliam os próximos passos das taxas de juros.
Mercados ficam mais cautelosos
Bolsas internacionais começaram a semana sob maior cautela. Investidores passaram a recalcular riscos para inflação, juros e crescimento global diante da combinação de tensão geopolítica e energia mais cara.
O comportamento do petróleo nos próximos dias dependerá principalmente da evolução das hostilidades no Golfo e da segurança das rotas marítimas. Uma interrupção relevante no Estreito de Ormuz poderia provocar novo salto nas cotações.
Imagem ilustrativa: arquivo/Conexão Geral.
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