Greve nos Correios: TST determina manutenção de 80% do efetivo durante paralisação
Decisão busca preservar os serviços essenciais durante a greve iniciada na quinta-feira (10); categoria e empresa seguem em impasse sobre acordo coletivo.

BRASÍLIA (DF) — O Tribunal Superior do Trabalho determinou a manutenção de 80% do efetivo dos Correios durante a greve iniciada na última quinta-feira (10). A medida foi tomada após recurso da estatal para assegurar o funcionamento mínimo dos serviços durante a paralisação.
Na decisão, o presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho, considerou que a atividade prestada pelos Correios tem caráter essencial e destacou que a paralisação ocorre em período eleitoral, quando a empresa também presta serviços logísticos relacionados ao pleito.
Impasse envolve acordo coletivo
Os trabalhadores reivindicam avanços no acordo coletivo 2025/2026. Entre os principais pontos de divergência estão o plano de saúde e as medidas previstas no processo de reestruturação da estatal, como fechamento de agências e redução de distritos postais.
As entidades sindicais afirmam que a categoria não pode ser responsabilizada pela crise financeira da empresa e defendem uma solução negociada.
Correios acionam plano de continuidade
Os Correios informaram que colocaram em prática um plano de continuidade de negócios para reduzir os impactos da greve. Entre as medidas estão o remanejamento de veículos, a mobilização de empregados administrativos para apoio operacional e a realização de mutirões para manter o fluxo das entregas.
O impacto da paralisação pode variar de acordo com a região e com a adesão dos trabalhadores ao movimento.
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