Ato na Paulista reúne apoiadores de Flávio Bolsonaro no 7 de Setembro
Manifestação teve críticas ao ministro Alexandre de Moraes, apoio a André Mendonça e forte tom eleitoral a menos de um mês do primeiro turno.

Manifestação teve críticas ao ministro Alexandre de Moraes, apoio a André Mendonça e forte tom eleitoral a menos de um mês do primeiro turno.
SÃO PAULO, 7 de setembro de 2026 — A Avenida Paulista recebeu nesta segunda-feira (7) uma manifestação de apoiadores do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), em um dos principais atos políticos realizados no país no Dia da Independência.
O evento reuniu lideranças políticas e religiosas e teve como eixos centrais críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, manifestações de apoio ao ministro André Mendonça e ataques ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Estimativa de público
O Monitor do Debate Político da USP e do Cebrap, em parceria com a organização More in Common, estimou em 28,5 mil pessoas o público no pico da manifestação. A medição foi feita a partir de imagens aéreas analisadas por software. Como ocorre em atos políticos de grande porte, estimativas apresentadas por organizadores e apoiadores podem divergir da medição acadêmica.
Discurso mira STF e eleição presidencial
Flávio Bolsonaro usou o ato para reforçar críticas a Moraes e relacionar a crise recente no Supremo à disputa presidencial. Aliados também defenderam André Mendonça, que ganhou protagonismo nas últimas semanas em razão de embates internos no tribunal.
Participaram do ato, entre outros nomes, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o deputado federal Nikolas Ferreira, o pastor Silas Malafaia, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o ex-juiz e senador Sergio Moro.
7 de Setembro em clima de campanha
A manifestação ocorreu no mesmo dia em que o presidente Lula participou do desfile cívico-militar em Brasília. A proximidade das eleições de outubro transformou os atos do 7 de Setembro em uma vitrine política para candidatos e aliados de diferentes campos.
Com a disputa presidencial apertada nas pesquisas, a capacidade de mobilização nas ruas passa a ser observada também como indicador político, embora não substitua as pesquisas eleitorais registradas e realizadas com metodologia estatística.
Imagem: manifestação na Avenida Paulista. Crédito: reprodução/O Tempo.
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