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Bolsa dispara quase 3% e dólar cai com pesquisa eleitoral e alta das commodities

Ibovespa supera os 184 mil pontos nesta quarta-feira, impulsionado por Petrobras, Vale e bancos; levantamento Quaest mostra empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno.

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Ibovespa supera os 184 mil pontos nesta quarta-feira, impulsionado por Petrobras, Vale e bancos; levantamento Quaest mostra empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno

SÃO PAULO, 2 de setembro de 2026 — O mercado financeiro brasileiro registra uma sessão de forte valorização nesta quarta-feira (2). Por volta das 14h, o Ibovespa avançava aproximadamente 2,9%, operando acima dos 184 mil pontos, enquanto o dólar comercial recuava para perto de R$ 5,10.

A movimentação ocorre em meio à divulgação de uma nova pesquisa Quaest sobre a disputa presidencial, à entrada de capital estrangeiro e à valorização das commodities no mercado internacional. Ações de empresas com grande peso no índice, como Petrobras e Vale, além dos papéis dos principais bancos, lideravam os ganhos durante a tarde.

Os números ainda são parciais e podem sofrer alterações até o encerramento do pregão.

Pesquisa mostra empate técnico no segundo turno

A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 42% das intenções de voto em uma eventual disputa de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 41%.

Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, os dois candidatos estão tecnicamente empatados. Na pesquisa anterior, divulgada em 14 de agosto, Lula tinha 43%, enquanto Flávio Bolsonaro registrava 40%. A nova rodada, portanto, indica redução da vantagem numérica do atual presidente.

O levantamento ouviu presencialmente 2.004 eleitores entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07065/2026.

Embora pesquisas eleitorais não determinem sozinhas o comportamento dos ativos, a perspectiva de uma disputa mais equilibrada foi interpretada por parte dos investidores como um fator capaz de ampliar as possibilidades de mudança na condução econômica e fiscal do país.

Petrobras, Vale e bancos lideram valorização

A alta do Ibovespa também foi favorecida pelo desempenho das commodities. O petróleo Brent operava próximo de US$ 96 por barril em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio, beneficiando especialmente as ações da Petrobras.

Os papéis da Vale também subiam, acompanhando o movimento do minério de ferro. No setor financeiro, as ações do Banco do Brasil chegaram a avançar cerca de 6%, enquanto outros grandes bancos igualmente registravam valorização.

Como Petrobras, Vale e instituições financeiras representam parcela relevante da composição do Ibovespa, movimentos expressivos nesses papéis exercem forte influência sobre o índice.

Dólar recua para perto de R$ 5,10

No mercado de câmbio, o dólar à vista apresentava queda próxima de 1%, negociado ao redor de R$ 5,10. Na sessão anterior, a moeda norte-americana havia encerrado cotada a aproximadamente R$ 5,15.

A valorização do real está relacionada ao ingresso de recursos estrangeiros, à procura por ações de empresas brasileiras e à expectativa dos investidores em relação ao cenário eleitoral e às contas públicas. A entrada de dólares no país amplia a oferta da moeda norte-americana e tende a pressionar sua cotação para baixo.

Produção industrial também entra no radar

Outro indicador acompanhado pelo mercado foi a produção industrial brasileira. Os dados divulgados nesta quarta-feira apontam crescimento de 0,2% em julho, interrompendo uma sequência de dois meses de retração.

O resultado contribuiu para melhorar o ambiente da sessão, mas também reforçou a atenção sobre os próximos passos da política monetária. Investidores avaliam se a atividade econômica permitirá novas reduções da taxa básica de juros sem comprometer o controle da inflação.

Mercado permanece sujeito a oscilações

Apesar do forte avanço registrado durante a tarde, especialistas recomendam cautela. O mercado financeiro pode mudar de direção rapidamente diante de novas pesquisas eleitorais, decisões sobre juros, indicadores fiscais ou acontecimentos internacionais.

Além do cenário político brasileiro, os investidores acompanham a escalada das tensões no Oriente Médio e seus possíveis efeitos sobre o petróleo, a inflação e o crescimento da economia mundial.

O desempenho desta quarta-feira mostra que a aproximação das eleições deverá aumentar a influência das pesquisas e das propostas econômicas dos candidatos sobre a Bolsa, o dólar e as expectativas dos investidores.


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