Debate ao Senado no Paraná expõe disputa acirrada pelas duas vagas
Seis candidatos se enfrentaram na Band Paraná em noite de embates sobre segurança, STF, Banco Master, feminicídio, rodovias e pedágios; programa teve 25 pedidos de direito de resposta.

Seis candidatos se enfrentaram na Band Paraná em noite de embates sobre segurança, STF, Banco Master, feminicídio, rodovias e pedágios; programa teve 25 pedidos de direito de resposta.
CURITIBA (PR), 10 de setembro de 2026 — A corrida pelas duas vagas do Paraná no Senado ganhou temperatura na noite desta quarta-feira (9). Alexandre Curi (Republicanos), Cristina Graeml (PSD), Deltan Dallagnol (Novo), Filipe Barros (PL), Gleisi Hoffmann (PT) e Dr. Rosinha (PT) participaram do debate promovido pela Band Paraná, em Curitiba, num confronto marcado por divergências ideológicas e disputas dentro dos próprios campos políticos.
O termômetro da noite foi o número de contestações: houve 25 pedidos de direito de resposta, dos quais oito foram deferidos pela organização. Segurança pública, Supremo Tribunal Federal, corrupção, Banco Master, violência contra a mulher, infraestrutura e concessões rodoviárias estiveram entre os assuntos centrais.
Deltan e Gleisi travam confronto sobre segurança e Lava Jato
Um dos embates mais duros ocorreu entre Deltan Dallagnol e Gleisi Hoffmann. Deltan cobrou a adversária sobre posições relacionadas às saídas temporárias de presos. Gleisi reagiu citando a cassação do antigo mandato do ex-procurador e voltou a criticar a Operação Lava Jato.
Dallagnol respondeu afirmando que a Justiça Eleitoral confirmou sua elegibilidade e retomou críticas a votações do PT na área de segurança. Gleisi, por sua vez, defendeu iniciativas do governo federal, citando a PEC da Segurança Pública e ações de enfrentamento ao crime organizado.
STF coloca papel do Senado no centro da campanha
A relação entre Senado e Supremo apareceu em diferentes momentos. Alexandre Curi questionou Dr. Rosinha sobre o que chamou de excessos da Corte. Rosinha defendeu mandato de oito anos para ministros do STF, maior transparência no Judiciário e análise de pedidos de impeachment quando houver comprovação de crime.
Curi apresentou propostas para alterar o processo de escolha de ministros e ampliar mecanismos de fiscalização. Filipe Barros, Cristina Graeml e Deltan Dallagnol também defenderam, em diferentes momentos, uma atuação mais firme do Senado diante do Supremo.
Disputa na direita aparece no caso Banco Master
Cristina Graeml e Filipe Barros protagonizaram outro confronto. Cristina questionou o deputado sobre projeto apresentado em 2024 para elevar o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos e relacionou a discussão ao Banco Master. Barros rejeitou a interpretação de favorecimento e disse que a proposta buscava proteger clientes de instituições financeiras.
A discussão migrou para as alianças políticas. Barros acusou Cristina de dividir o eleitorado de direita; ela respondeu que foi convidada pelo governador Ratinho Junior para o PSD e afirmou manter suas posições políticas.
Feminicídio, rodovias e pedágios
Gleisi e Cristina divergiram sobre políticas de combate à violência contra a mulher. Já Filipe Barros e Alexandre Curi discutiram acidentes nas rodovias, investimentos federais, ferrovias, duplicações e fiscalização dos atuais contratos de concessão.
O debate deixou evidente uma particularidade estratégica da eleição de 2026: o eleitor paranaense votará em dois candidatos ao Senado. Isso faz com que a disputa não ocorra apenas entre direita e esquerda, mas também entre concorrentes que buscam parcelas semelhantes do eleitorado.
Foto: Lucas Vicente/Band Paraná. Imagem factual do debate realizado em 9 de setembro de 2026.
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