Fachin aguarda respostas de Moraes e Mendonça antes de decidir rumo da crise no STF
Prazo para manifestações termina na sexta-feira; presidente do Supremo poderá levar o caso ao plenário ou adotar outra solução interna.

Prazo para manifestações termina na sexta-feira; presidente do Supremo poderá levar o caso ao plenário ou adotar outra solução interna.
BRASÍLIA (DF), 7 de setembro de 2026 — O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, aguarda as manifestações dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça antes de definir o próximo passo na crise interna aberta pela troca de acusações e pela divulgação de relatórios relacionados ao caso Banco Master.
O prazo concedido para as respostas termina na sexta-feira (11). Depois disso, Fachin poderá decidir se o tema será levado ao plenário da Corte, em sessão aberta ou reservada, ou se haverá outro encaminhamento institucional.
Crise ganhou dimensão inédita
A tensão aumentou após a circulação de documentos envolvendo ministros do próprio Supremo, pedidos de investigação e questionamentos sobre a condução de apurações relacionadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Mendonça liberou para análise do plenário um relatório da Polícia Federal que aponta possíveis vínculos entre Moraes e Vorcaro. Moraes, por sua vez, apresentou pedido para apuração da conduta de Mendonça, citando possíveis irregularidades na condução das investigações.
Gonet também aparece no centro da controvérsia
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a anulação de parte do relatório policial, sustentando que investigações envolvendo ministros do Supremo dependem de autorização do plenário. O próprio procurador-geral é mencionado em documentos relacionados ao caso.
Fachin concentrou em um processo sob sua relatoria os pedidos e documentos ligados à crise. O Regimento Interno do STF estabelece que cabe ao plenário processar e julgar integrantes da própria Corte, mas não detalha todas as etapas aplicáveis a uma situação como a atual.
Decisão pode definir o tratamento institucional do caso
A resposta de Fachin terá peso não apenas jurídico, mas também institucional. A condução escolhida poderá determinar se as divergências serão enfrentadas publicamente pelo plenário ou administradas inicialmente em reunião reservada entre os ministros.
Até o vencimento do prazo, não há decisão definitiva sobre abertura de investigação, arquivamento ou julgamento das acusações.
Foto: arquivo/Conexão Geral.
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