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Paraná mantém 3º lugar entre os estados mais competitivos do Brasil, mas ranking revela avanços e pontos de atenção

O Paraná manteve a posição entre os estados mais competitivos do Brasil e aparece novamente em 3º lugar no Ranking de Competitividade dos Estados 2026, divulgado nesta quinta-feira (27) pelo Centro de Liderança Pública (CLP). É o quinto…

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O Paraná manteve a posição entre os estados mais competitivos do Brasil e aparece novamente em 3º lugar no Ranking de Competitividade dos Estados 2026, divulgado nesta quinta-feira (27) pelo Centro de Liderança Pública (CLP).

É o quinto ano consecutivo em que o Estado ocupa a terceira colocação nacional, posição mantida desde 2022.

A edição deste ano também registra uma mudança importante no topo da classificação.

Santa Catarina assumiu a liderança, ultrapassando São Paulo, que caiu para o segundo lugar. O Paraná aparece imediatamente depois, seguido pelo Rio Grande do Sul.

Com isso, três estados da Região Sul ocupam quatro das primeiras posições do país.

Os cinco primeiros

1º — Santa Catarina

2º — São Paulo

3º — Paraná

4º — Rio Grande do Sul

5º — Espírito Santo

O resultado paranaense demonstra estabilidade, mas uma leitura mais aprofundada dos dados revela que nem todos os indicadores evoluíram da mesma maneira.

Paraná está entre os dez melhores em todos os pilares

O ranking compara as 27 unidades da Federação a partir de indicadores relacionados à capacidade econômica, qualidade dos serviços públicos, infraestrutura, educação, segurança, equilíbrio fiscal, mercado de trabalho, sustentabilidade e inovação.

Os dados estão agrupados em dez grandes pilares.

O Paraná aparece entre os dez primeiros colocados em todos eles.

A posição estadual em 2026 ficou assim:

Infraestrutura — 3º lugar

Sustentabilidade ambiental — 3º lugar

Segurança pública — 4º lugar

Capital humano — 4º lugar

Sustentabilidade social — 5º lugar

Inovação — 5º lugar

Educação — 6º lugar

Solidez fiscal — 6º lugar

Potencial de mercado — 7º lugar

Eficiência da máquina pública — 8º lugar

Essa regularidade ajuda a explicar por que o Paraná permanece tão bem colocado na classificação geral mesmo sem liderar individualmente nenhum dos dez pilares nesta edição.

Infraestrutura coloca Paraná entre os três melhores do Brasil

Um dos resultados mais expressivos está em infraestrutura.

O Paraná aparece em 3º lugar no país, atrás somente de São Paulo e Espírito Santo.

O pilar considera diferentes aspectos relacionados a rodovias, energia elétrica, telecomunicações, saneamento e transporte, analisando não apenas a existência dessas estruturas, mas também qualidade, custos e acesso.

A infraestrutura possui peso relevante no cálculo geral justamente por influenciar diretamente produtividade, logística, instalação de empresas e capacidade de atração de investimentos.

Para um estado fortemente industrializado e agroexportador como o Paraná, essa posição tem importância econômica adicional.

Estradas, energia, conectividade e capacidade logística interferem diretamente no custo para produzir e transportar mercadorias.

Meio ambiente continua entre os pontos fortes

O Paraná também aparece em 3º lugar em sustentabilidade ambiental.

O pilar inclui indicadores relacionados a tratamento de esgoto, coleta seletiva, reciclagem, desmatamento, recuperação de áreas degradadas, emissões e proteção ambiental.

É uma área em que o Estado tradicionalmente ocupa posições elevadas.

Em 2025, o Paraná havia sido segundo colocado nesse pilar. Em 2026 passou para terceiro.

Portanto, continua entre os líderes nacionais, mas perdeu uma posição relativa.

Esse detalhe é importante porque rankings medem desempenho comparativo: um Estado pode manter bons resultados absolutos e ainda assim cair se outras unidades da Federação avançarem mais rapidamente.

Segurança pública sobe para 4º lugar

Outro resultado relevante aparece em segurança pública.

O Paraná ocupa a 4ª posição nacional.

O pilar considera diferentes dimensões, incluindo segurança pessoal, segurança patrimonial, sistema de Justiça criminal, violência contra mulheres, acidentes e indicadores relacionados ao sistema prisional.

A posição coloca o Estado entre os melhores resultados do país dentro de uma área que continua sendo um dos principais desafios da administração pública brasileira.

O próprio relatório do CLP aponta deterioração de indicadores de segurança na média nacional, o que torna o desempenho relativo dos estados ainda mais relevante.

Capital humano aparece em 4º

O Paraná também ocupa a 4ª colocação em capital humano.

Esse pilar procura medir as condições do mercado de trabalho e a capacidade de transformar qualificação em produtividade.

Entre os aspectos analisados estão nível de escolaridade da população economicamente ativa, produtividade, formalização do emprego, inserção dos jovens no mercado e desemprego de longa duração.

Para investidores, capital humano é uma variável estratégica.

Um Estado pode possuir boa infraestrutura física, mas ter dificuldades para atrair empresas se não houver trabalhadores preparados para determinadas atividades.

A posição do Paraná mostra competitividade nesse aspecto, embora também deixe espaço para avanço.

Educação cai para 6º lugar

Um dos pontos que merecem atenção é a educação.

O Paraná aparece em 6º lugar no pilar, mesmo mantendo indicadores educacionais relevantes em diferentes avaliações nacionais.

O ranking considera uma cesta mais ampla do que apenas o Ideb.

Entram no cálculo resultados educacionais, frequência escolar, atendimento na educação infantil e outros indicadores de acesso e desempenho.

Por isso, um bom resultado em determinada avaliação não necessariamente coloca automaticamente o Estado na liderança de todo o pilar.

Em 2025, o Paraná estava na quarta posição.

A queda relativa mostra que o desempenho educacional deverá continuar sendo observado com atenção.

Eficiência da máquina pública tem a maior perda

O principal alerta da edição 2026 aparece justamente em uma área na qual o Paraná havia apresentado resultado de destaque no ano passado.

O Estado caiu para 8º lugar em eficiência da máquina pública.

Em 2025, ocupava a terceira colocação.

A perda foi, portanto, de cinco posições.

Esse pilar analisa aspectos como custos dos poderes públicos em relação ao PIB, transparência, qualidade das informações contábeis e fiscais, produtividade do Judiciário, serviços públicos digitais e equilíbrio no mercado de trabalho do setor público.

A queda não significa necessariamente que toda a administração estadual tenha se tornado menos eficiente.

Como o ranking é comparativo, parte da mudança pode decorrer do avanço de outros estados.

Ainda assim, uma redução de cinco posições é significativa e merece acompanhamento.

Solidez fiscal fica em 6º

Nas contas públicas, o Paraná aparece em 6º lugar em solidez fiscal.

O indicador procura avaliar a capacidade de o Estado manter equilíbrio entre receitas, despesas, investimentos e endividamento.

Uma boa posição fiscal é importante porque influencia a capacidade do governo de realizar investimentos sem comprometer excessivamente as contas futuras.

Estados com problemas fiscais acabam tendo parcela crescente do orçamento comprometida com despesas obrigatórias e dívidas, reduzindo a margem para obras, saúde, educação e políticas públicas.

Potencial de mercado avança

O Paraná aparece em 7º lugar em potencial de mercado.

Nesse pilar, houve avanço em relação ao ranking anterior.

O indicador analisa elementos ligados ao tamanho e ao crescimento da economia, capacidade de consumo, crédito e ambiente econômico.

Para um Estado que ocupa posição importante na agroindústria, indústria automotiva, produção de alimentos, logística e serviços, a evolução nesse eixo pode representar aumento de atratividade para novos investimentos.

Inovação fecha grupo em 5º

No pilar inovação, o Paraná ficou na 5ª colocação nacional.

São considerados fatores ligados a pesquisa científica, produção de conhecimento, investimentos em ciência e tecnologia, formação acadêmica e capacidade de transformar conhecimento em atividade econômica.

O desafio nesse campo é cada vez mais estratégico.

Automação, inteligência artificial, biotecnologia, agritech, indústria avançada e transformação digital estão modificando rapidamente a competitividade entre regiões.

Estados que conseguirem integrar universidades, empresas, centros de pesquisa e políticas de inovação tendem a ampliar sua capacidade de atrair negócios de maior valor agregado.

Ranking não deve ser tratado como nota absoluta de governo

Existe um cuidado metodológico importante.

O Ranking de Competitividade não é simplesmente uma nota dada ao governador ou uma avaliação eleitoral da administração estadual.

A metodologia reúne informações de diferentes fontes e períodos e compara o desempenho das unidades federativas.

Além disso, a posição é relativa.

Um Estado pode melhorar determinado indicador e ainda assim perder colocação caso concorrentes avancem mais.

O próprio CLP alerta que uma mudança na classificação não permite concluir, isoladamente, que houve melhora ou piora absoluta.

A edição de 2026 também realizou alterações metodológicas em alguns indicadores, o que exige cautela ao comparar determinadas variações diretamente com o ano anterior.

Santa Catarina supera São Paulo

A principal mudança nacional ocorreu justamente na liderança.

Santa Catarina passou da segunda para a primeira posição.

São Paulo, que vinha liderando o levantamento, caiu para segundo.

O relatório aponta que a diferença entre os dois estados já vinha diminuindo nos últimos anos.

Em 2026, Santa Catarina abriu vantagem sobre São Paulo depois de registrar avanços relativos em áreas como educação, eficiência da máquina pública, solidez fiscal, sustentabilidade ambiental e potencial de mercado.

São Paulo, por outro lado, continua liderando pilares importantes, como infraestrutura, educação e sustentabilidade ambiental.

Isso demonstra novamente que a classificação geral resulta da combinação de diferentes indicadores.

Sul domina primeiras posições

O ranking também evidencia a força competitiva da Região Sul.

Santa Catarina é primeira.

Paraná é terceiro.

Rio Grande do Sul aparece em quarto.

A concentração de três estados sulistas entre os quatro primeiros indica vantagens regionais relacionadas a infraestrutura, economia, qualificação profissional, indicadores sociais e capacidade institucional.

Mas também aumenta a competição interna por investimentos.

Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul disputam muitas vezes as mesmas empresas, centros de distribuição, indústrias e projetos de infraestrutura.

Manter uma posição elevada, portanto, não elimina a necessidade de continuar melhorando indicadores.

Cinco anos em terceiro, mas desafio agora é avançar

A permanência do Paraná no terceiro lugar desde 2022 demonstra estabilidade.

Por outro lado, cinco anos consecutivos na mesma colocação também colocam uma nova pergunta:

o que falta para o Estado avançar às duas primeiras posições?

Os próprios dados oferecem algumas pistas.

Infraestrutura, meio ambiente, segurança e capital humano apresentam desempenho elevado.

Já áreas como eficiência administrativa, educação, solidez fiscal e potencial de mercado ainda possuem espaço para evolução.

A competição entre os estados também ficou mais acirrada.

Santa Catarina demonstrou em 2026 que mudanças relevantes em alguns pilares podem alterar uma liderança nacional consolidada.

Para o Paraná, portanto, o resultado é positivo, mas não deve ser interpretado como ponto de chegada.

Estar entre os três estados mais competitivos do Brasil é uma posição de destaque. Transformar essa estabilidade em avanço dependerá da capacidade de preservar os pontos fortes e enfrentar justamente os indicadores nos quais o ranking revela perda de desempenho relativo.

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