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Petróleo sobe quase 3% após novos ataques no Oriente Médio e risco à oferta global

Brent supera US$ 107 por barril após ataques à infraestrutura saudita e tensão no Estreito de Ormuz; oleoduto Leste-Oeste segue no centro das preocupações.

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Mercado internacional inicia a semana sob nova pressão depois de ataques à infraestrutura energética da Arábia Saudita e incidentes com embarcações no Golfo.

SINGAPURA/RIAD — Os preços internacionais do petróleo avançaram quase 3% nesta segunda-feira (14), refletindo a escalada das tensões no Oriente Médio e o temor de novas restrições na oferta global de energia. Por volta das 7h GMT, o barril do Brent era negociado a US$ 107,54, alta de 2,8%, enquanto o WTI avançava 2,9%, para US$ 102,93.

O movimento ocorre depois de uma nova sequência de ataques contra infraestrutura e rotas estratégicas de transporte de petróleo. O foco principal do mercado está no oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita, ligação considerada vital porque permite ao país direcionar parte de suas exportações ao Mar Vermelho sem depender exclusivamente do Estreito de Ormuz.

Oleoduto virou peça central da crise

O Ministério da Energia saudita informou que o sistema foi alvo de múltiplos ataques e chegou a ser desligado preventivamente enquanto equipes técnicas avaliavam sua segurança. O governo saudita também confirmou feridos e danos materiais em ataques realizados com drones.

Segundo informações de mercado reunidas pela Reuters, uma interrupção prolongada do corredor pode colocar em risco uma parcela equivalente a até 4% da oferta mundial de petróleo. O terminal de Yanbu, no Mar Vermelho, teria estoques suficientes para sustentar apenas alguns dias de exportações caso o fluxo pelo oleoduto permaneça comprometido.

Ormuz e Bab el-Mandeb aumentam pressão

Além da situação na Arábia Saudita, o mercado acompanha novos episódios envolvendo navios no Golfo e a crescente instabilidade no Estreito de Ormuz. Outra preocupação está no Bab el-Mandeb, passagem estratégica entre o Mar Vermelho e o Golfo de Áden, por onde circula parcela significativa do comércio mundial de petróleo e derivados.

O agravamento simultâneo em diferentes corredores de energia reduz as alternativas logísticas disponíveis aos exportadores e aumenta o prêmio de risco embutido nos preços internacionais.

Efeito pode chegar ao consumidor

A alta do petróleo não significa aumento automático e imediato dos combustíveis no Brasil, mas amplia a pressão sobre preços de gasolina, diesel, fretes e cadeias produtivas que dependem de derivados. O impacto doméstico dependerá também do câmbio, da política comercial das distribuidoras e refinarias e da duração da crise internacional.

Na semana passada, o petróleo já havia acumulado forte valorização e voltado a superar a marca de US$ 100 por barril. A abertura desta segunda-feira confirma que o mercado começa a tratar o conflito não apenas como um choque temporário, mas como um risco persistente para a oferta.

Com negociações diplomáticas adiadas e novos ataques registrados, investidores devem continuar reagindo rapidamente a qualquer notícia sobre oleodutos, portos e rotas marítimas estratégicas.

Portal Conexão Geral — informação com contexto, serviço e responsabilidade.

Imagem: Saudi Press Agency (SPA) / Ministério da Energia da Arábia Saudita — setembro de 2026.

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