Conexão Geral Araucária — Conectado em Tudo!
Araucária - PR
domingo, 20 de setembro de 202609:50:10
🌤️ 16°C
RÁDIO CONEXÃO GERALAO VIVO
Marca do programa atual
Domingão Total
09:30–10:30
🔊30%
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
PUBLICIDADESua marca, produto ou serviço aqui.Divulgue conosco.SAIBA MAIS

Tragédia no Nepal se agrava: mais de 390 mortos e 1,4 mil desaparecidos após colapso de geleira

Buscas avançam pelo Himalaia, centenas de estrangeiros seguem sem contato e autoridades alertam para risco de novas enchentes; desastre também atingiu o Tibete e destruiu comunidades inteiras

Ouvir matériaPronto

NEPAL/TIBETE, 27 de agosto de 2026 — A dimensão da tragédia que atingiu a fronteira entre o Nepal e o Tibete aumentou drasticamente nas últimas horas. O balanço mais recente aponta mais de 390 mortos e mais de 1,4 mil desaparecidos depois que o colapso de uma geleira lançou uma gigantesca massa de gelo, rochas, lama e água sobre os vales do Himalaia.

Segundo as informações mais recentes divulgadas pelas autoridades e agências internacionais, 389 mortes já eram contabilizadas no Nepal, enquanto pelo menos outras três haviam sido confirmadas no lado tibetano da China.

No Nepal, cerca de 910 pessoas permaneciam desaparecidas. No condado de Gyirong, no Tibibete, eram outras 558.

Os números continuam sujeitos a alteração à medida que equipes de emergência chegam a regiões que permaneceram isoladas desde o desastre e novas informações são consolidadas.

Centenas de estrangeiros continuam desaparecidos

A tragédia ganhou dimensão internacional porque a região atingida é rota de turistas, montanhistas e peregrinos que circulam entre Nepal e Tibete.

Somente no Nepal, mais de 500 estrangeiros estavam entre os desaparecidos, segundo informações divulgadas pelas autoridades de turismo.

Do lado tibetano, centenas de estrangeiros também permaneciam sem contato.

Muitos viajavam em direção ao Monte Kailash, considerado sagrado por hindus, budistas e seguidores de outras tradições religiosas.

A presença de cidadãos de dezenas de países ampliou a mobilização diplomática e internacional em torno das buscas.

Comunidades inteiras foram destruídas

As imagens registradas após a tragédia revelam a dimensão da devastação.

Casas ficaram soterradas pela lama, veículos foram arrastados, pontes desapareceram e trechos inteiros de estradas foram destruídos.

No Nepal, o vale do rio Trishuli está entre as regiões mais atingidas.

A força da água, misturada a gelo, pedras e sedimentos, avançou pelos vales com enorme velocidade e carregou destroços por dezenas de quilômetros.

Equipes de resgate também localizaram vítimas longe das áreas onde ocorreu o colapso inicial.

Colapso de geleira provocou avalanche de gelo e rochas

As primeiras informações chegaram a levantar a possibilidade de um terremoto como origem do desastre.

A análise posterior indicou outro cenário.

O sinal sísmico registrado na região estaria relacionado ao colapso da geleira e à gigantesca movimentação de gelo e rochas, e não a um terremoto convencional.

A massa desprendida atingiu cursos d’água e provocou uma enxurrada repentina que avançou pelos vales em poucos minutos.

Em determinados pontos, o nível da água subiu vários metros em um intervalo extremamente curto, deixando pouco tempo para moradores e viajantes buscarem áreas mais altas.

Gyirong foi uma das áreas mais devastadas

Do lado tibetano, um dos locais mais afetados foi o porto fronteiriço de Gyirong, importante ligação terrestre entre China e Nepal.

Imagens aéreas mostram grandes áreas tomadas por lama e destroços.

Estruturas administrativas, estacionamentos, vias e edificações próximas à fronteira foram atingidos pela força da água.

O local é estratégico para a circulação entre o Tibete e o Nepal e integra uma das principais rotas terrestres entre Lhasa e Katmandu.

Milhares participam das buscas

As operações de resgate continuam em larga escala.

Helicópteros militares e civis estão sendo utilizados para retirar sobreviventes, transportar equipes de emergência e levar alimentos, medicamentos, barracas e equipamentos para localidades isoladas.

Milhares de integrantes das forças de segurança e equipes de emergência foram mobilizados no Nepal.

Um dos maiores obstáculos continua sendo a destruição das estradas e pontes, que impede o acesso terrestre a determinadas comunidades.

Em algumas regiões, a única forma de chegada das equipes permanece sendo por helicóptero.

Novo perigo preocupa autoridades

Mesmo com as buscas em andamento, surgiu uma nova ameaça.

A enorme quantidade de rochas, gelo e sedimentos bloqueou cursos d’água e formou lagos represados naturalmente em diferentes pontos da região.

Essas barreiras são instáveis.

Caso se rompam repentinamente, podem provocar novas ondas de inundação sobre áreas que já foram atingidas.

Autoridades dos dois lados da fronteira monitoram o nível da água e mantêm alertas para comunidades localizadas ao longo dos rios.

Moradores e equipes de resgate também foram orientados a evitar determinadas áreas próximas aos cursos d’água.

Ajuda internacional começa a chegar

A dimensão da tragédia mobilizou vários países.

Índia e China enviaram suprimentos e ampliaram o apoio às operações de emergência.

Outros governos anunciaram assistência humanitária e preparação de equipes de resposta.

Organismos internacionais também iniciaram mobilização para fornecer atendimento médico, água potável, alimentos, estruturas de abrigo e materiais de emergência.

A prioridade ainda é encontrar sobreviventes.

Enquanto centenas de pessoas permanecem desaparecidas, equipes seguem trabalhando contra o tempo em áreas de difícil acesso.

Número de mortos ainda pode aumentar

As autoridades alertam que o balanço atual provavelmente ainda não representa a dimensão definitiva do desastre.

Muitas localidades continuam parcialmente isoladas e centenas de pessoas permanecem desaparecidas.

Casas, hotéis, veículos e outras estruturas foram completamente soterrados ou arrastados.

O desastre transformou-se, em poucas horas, em uma das maiores tragédias naturais recentes do Himalaia.

O número de vítimas, que inicialmente era contabilizado em dezenas, já ultrapassa 390 mortes.

Mais de 1,4 mil pessoas ainda são procuradas.

Além da busca pelos desaparecidos, o risco de novas enchentes provocadas pelo rompimento de lagos represados mantém Nepal e Tibete em estado de alerta.

A emergência ainda está longe de terminar.


Portal Conexão Geral — Aqui seu clique vale a notícia.

PUBLICIDADESua marca, produto ou serviço aqui.Divulgue conosco.SAIBA MAIS

Comentários

Ainda não há comentários aprovados.

Deixe sua mensagem