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Temporais deixam 4.484 pessoas afetadas e danificam 114 casas no Paraná

Balanço preliminar da Defesa Civil aponta ocorrências em 15 municípios, com 45 pessoas desalojadas e 22 desabrigadas; famílias seguem sob atenção.

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As chuvas intensas registradas no Paraná entre quinta-feira (22) e sábado (24) afetaram 4.484 pessoas em 15 municípios, danificaram 114 residências e deixaram 45 pessoas desalojadas e outras 22 desabrigadas, segundo balanço da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil divulgado no sábado. O levantamento é preliminar e pode mudar à medida que as prefeituras encaminhem novas informações.

Os temporais provocaram alagamentos, enxurradas, destelhamentos e danos em imóveis. Até a atualização citada no balanço, não havia registro de mortes nem de casas completamente destruídas. O total de pessoas afetadas inclui moradores que sofreram consequências como interrupção de energia, água ou serviços de comunicação, e não apenas quem precisou deixar a residência.

Municípios com maior número de atingidos

Prudentópolis concentrava o maior número informado, com 2.500 pessoas afetadas. Em Quedas do Iguaçu, eram 800; em Rebouças, 700; e em Cruz Machado, 320. O levantamento também registrou impactos em Arapongas, Assaí, Tibagi, Pranchita e Turvo, além de ocorrências em Ampére, Cornélio Procópio, Francisco Beltrão, Ivaiporã, Lapa e Nova Tebas.

Em Cruz Machado, a Defesa Civil contabilizou 80 casas danificadas, 45 pessoas desalojadas e 18 desabrigadas. Em Arapongas, o granizo registrado na quinta-feira danificou 19 residências. Em Assaí, o vendaval de sexta-feira deixou 15 casas danificadas e duas pessoas desabrigadas.

O que significa estar desalojado ou desabrigado?

Uma pessoa desalojada precisou sair temporariamente de casa, mas pode encontrar abrigo com familiares ou conhecidos. Já uma pessoa desabrigada necessita de acolhimento em estrutura disponibilizada pelo poder público ou por rede de apoio. As situações exigem respostas distintas, que podem incluir abrigo temporário, alimentação, água potável, roupas, limpeza e avaliação das condições de retorno ao imóvel.

Em situações de desastre, o registro junto à Defesa Civil municipal é importante para dimensionar os danos e orientar o atendimento. Famílias com residências alagadas devem evitar retornar antes de avaliar riscos elétricos e estruturais. Água acumulada também pode esconder buracos, objetos cortantes e correntezas perigosas.

Risco continua associado ao mau tempo

Os órgãos estaduais haviam alertado para possibilidade de chuva forte em curto período, rajadas intensas de vento, descargas elétricas e granizo. Entre os riscos estão quedas de árvores, destelhamentos, enxurradas, transbordamento de córregos e interrupções de serviços essenciais. A evolução das condições deve ser acompanhada nos boletins oficiais da Defesa Civil e do Simepar.

O Portal Conexão Geral seguirá monitorando os impactos e as medidas de assistência às famílias atingidas. Quem precisar de ajuda deve procurar os canais oficiais do município e acionar os serviços de emergência diante de risco imediato.


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