Festival Literário de Pinhais começa neste domingo e homenageia a escritora Nará Souza Oliveira
7ª edição do Flipi abre no Parque das Águas e segue até quinta-feira com atividades de incentivo à leitura, encontros culturais e valorização da produção literária regional

PINHAIS (PR) – Pinhais abre neste domingo (30) a 7ª edição de seu Festival Literário, consolidando uma programação que transforma a literatura em ponto de encontro entre escritores, leitores, estudantes, educadores e a comunidade da Região Metropolitana de Curitiba.
Neste ano, o Festival Literário de Pinhais (Flipi) traz uma novidade importante: a abertura acontece no Parque das Águas, um dos principais cartões-postais do município.
A programação se estende até quinta-feira (3) e integra uma série de atividades culturais voltadas ao livro, à leitura, à escrita e à aproximação entre autores e público.
A grande homenageada da edição de 2026 é a escritora e educadora Nará Souza Oliveira, cuja trajetória é marcada pela literatura infantil, educação, valorização da identidade negra e participação em projetos culturais e educacionais no Paraná.
Nará Souza Oliveira dá nome à edição de 2026
A escolha da homenageada reconhece uma trajetória construída tanto dentro das salas de aula quanto no universo literário.
Nará Souza Oliveira é professora da Rede Estadual de Ensino do Paraná e especialista em Ensino de Língua Portuguesa.
Ao longo de sua carreira, atuou na Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e também no Ensino Superior.
Atualmente, trabalha em Pinhais, no Colégio Estadual Arnaldo F. Busato.
A escritora também possui uma trajetória diretamente relacionada ao reconhecimento e à valorização das comunidades quilombolas do Paraná.
Entre 2007 e 2010, participou do Grupo de Trabalho Clóvis Moura, iniciativa responsável por localizar, mapear e auxiliar na formulação de políticas públicas destinadas às Comunidades Remanescentes de Quilombos no Estado.
Escritora dirigiu primeiro colégio quilombola do Paraná
Entre 2013 e 2016, Nará foi diretora do Colégio Estadual Quilombola Diogo Ramos, em Adrianópolis.
A instituição foi o primeiro colégio estadual quilombola do Paraná.
Essa vivência aparece também em sua produção literária, que trabalha elementos relacionados à identidade, ancestralidade, pertencimento, diversidade e representação.
A autora desenvolveu especialmente trabalhos direcionados ao público infantil, buscando apresentar personagens e histórias capazes de ampliar a representação da população negra na literatura destinada às crianças.
Obra premiada integra trajetória
Entre os livros da escritora está “Sô Zoripes e a moça com anel de pedra verde”, vencedor do Prêmio Palmares de Arte – Escrita e Oralidade, em 2021.
A premiação integra uma trajetória literária que inclui obras para diferentes públicos.
Entre os títulos de Nará disponíveis para consulta e empréstimo na Biblioteca Pública de Pinhais estão:
— Curumim;
— Léia – A menina que tem nome de flor;
— Panela de Barro e Colher de Pau: broa de milho, berimbau e carnaval;
— Quatro histórias infantis;
— Sô Zoripes e a moça com anel de pedra verde;
— Uma vida bordada.
A disponibilidade dessas obras no próprio município permite que a homenagem do festival também estimule novos leitores a conhecerem a produção da autora.
Festival vai além de uma feira de livros
O Flipi integra uma política municipal de estímulo à leitura e à produção cultural.
A proposta não é apenas disponibilizar livros ou promover escritores, mas aproximar diferentes públicos do universo literário.
Dentro desse conceito estão atividades como apresentações teatrais, oficinas, contação de histórias, conversas com autores e encontros entre escritores e leitores.
Parte da programação está integrada ao projeto Conexão Literária, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer.
As ações seguem durante a semana em diferentes espaços da cidade.
Concurso literário revela novos autores
A programação cultural deste período também contempla o 7º Concurso Literário de Pinhais.
A iniciativa abriu espaço para escritores e novos talentos da cidade e da Região Metropolitana apresentarem trabalhos de poesia, conto e crônica.
A competição foi organizada em categorias juvenil e adulta.
Os três primeiros colocados de cada categoria recebem troféus e certificados.
Mais do que premiar textos, a proposta é criar espaço para novos autores, incentivar a escrita e estimular a circulação da produção literária regional.
Noite dos Escritores chega à 12ª edição
Outro momento tradicional da programação é a Noite dos Escritores, que chega à 12ª edição.
A atividade busca aproximar autores, leitores e comunidade, oferecendo espaço para apresentação de trabalhos, troca de experiências e valorização dos escritores que atuam em Pinhais e em outras cidades da região.
A continuidade do projeto demonstra que o município vem construindo uma programação literária que ultrapassa eventos isolados.
Ao reunir festival, concurso, biblioteca, escritores, escolas e atividades culturais, Pinhais cria uma cadeia de incentivo à leitura que alcança diferentes faixas etárias.
Abertura no Parque das Águas amplia alcance do evento
A escolha do Parque das Águas para a abertura deste ano também representa uma mudança no formato do festival.
Tradicionalmente associado aos espaços culturais fechados, o evento passa a ocupar um dos principais ambientes públicos de lazer da cidade.
A intenção é aproximar ainda mais a literatura das famílias e das pessoas que utilizam o parque aos finais de semana.
O Parque das Águas tornou-se nos últimos anos um dos principais espaços de convivência de Pinhais, recebendo atividades culturais, esportivas, ambientais e recreativas.
Levar a abertura do festival para esse ambiente amplia a possibilidade de atingir também quem não costuma frequentar eventos especificamente literários.
Literatura como instrumento de formação
A homenagem a Nará Souza Oliveira também reforça o papel educacional da literatura.
Ao trabalhar temas ligados à identidade, memória, diversidade e pertencimento, os livros podem se transformar em instrumentos para ampliar o conhecimento de crianças e jovens sobre diferentes realidades sociais e culturais.
Essa dimensão está diretamente relacionada à trajetória da homenageada, que construiu grande parte de sua carreira simultaneamente como professora e escritora.
Para o município, o festival também representa oportunidade de incentivar novos leitores em um cenário de crescente disputa da atenção com celulares, redes sociais, vídeos e outras formas de entretenimento digital.
Criar experiências presenciais relacionadas ao livro é uma das maneiras de aproximar novamente crianças, jovens e adultos da leitura.
Programação segue até quinta-feira
Depois da abertura deste domingo, as atividades continuam entre segunda-feira (31) e quinta-feira (3).
A programação inclui ações culturais, encontros literários, oficinas, apresentações e atividades de incentivo à leitura.
O Centro Cultural Wanda dos Santos Mallmann e a Biblioteca Pública de Pinhais estão entre os equipamentos municipais ligados às ações literárias da cidade.
A Biblioteca Pública fica na Rua 22 de Abril, nº 305, no Centro.
Ao homenagear uma escritora que também atua diariamente na educação pública da própria cidade, o Festival Literário de Pinhais aproxima literatura, escola e comunidade.
Mais do que colocar livros em exposição, a 7ª edição procura reforçar uma ideia fundamental: uma cidade que estimula seus moradores a ler, escrever e compartilhar histórias também investe na formação cultural de suas futuras gerações.
Portal Conexão Geral – Conectado em Tudo!
Seu navegador bloqueou a janela. Permita pop-ups para este site e tente novamente.


Comentários
Ainda não há comentários aprovados.