Nepal ainda procura 3,9 mil desaparecidos uma semana após enchente devastadora
Nepal procura cerca de 3,9 mil desaparecidos após enchente provocada pelo colapso de geleira; tragédia deixou mais de mil mortos.

Catástrofe provocada pelo colapso de uma geleira deixou mais de mil mortos, destruiu estradas e pontes e mantém centenas de turistas sem contato.
CATMANDU, 2 de setembro de 2026 — Equipes de resgate continuam procurando aproximadamente 3,9 mil pessoas desaparecidas no Nepal uma semana após a enchente catastrófica que atingiu a região do Himalaia. O desastre, registrado em 26 de agosto, foi provocado pelo colapso de uma geleira e por uma enxurrada de água, gelo e rochas que avançou sobre vales e comunidades.
Mais de mil mortes confirmadas
O balanço disponível aponta ao menos 1.118 mortes no Nepal. Casas, estradas, pontes e instalações de energia foram destruídas, dificultando o acesso a áreas isoladas e reduzindo as chances de localizar sobreviventes.
As autoridades conseguiram resgatar 324 turistas estrangeiros, mas cerca de 590 visitantes de 39 países continuam desaparecidos. Nos últimos dias, cinco estrangeiros restabeleceram contato com suas famílias ou com órgãos oficiais, uma pequena redução em uma lista que permanece extensa.
Acesso precário limita buscas
Equipes trabalham na abertura de vias improvisadas para permitir a entrada de máquinas pesadas. O terreno instável, os deslizamentos e os danos à infraestrutura mantêm comunidades inteiras com comunicação limitada.
No lado chinês da área afetada, autoridades também registraram mortes e centenas de desaparecidos. A dimensão transfronteiriça da tragédia amplia a complexidade da operação e exige coordenação entre diferentes serviços de emergência.
Mudança climática aumenta risco no Himalaia
Especialistas e representantes das Nações Unidas alertam que o aquecimento acelera o derretimento das geleiras e eleva a pressão sobre lagos represados por barreiras naturais. Quando essas estruturas cedem, grandes volumes de água podem descer as montanhas em poucos minutos.
O Nepal depende das geleiras para o abastecimento de água e a geração de energia. A enchente destruiu usinas em construção e expôs a vulnerabilidade de comunidades e projetos instalados em vales estreitos. Enquanto as buscas prosseguem, cresce o debate sobre sistemas de alerta, adaptação climática e ocupação de áreas de risco.
Foto: Reuters/arquivo.
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