Operação prende 19 e mira esquema de furto de mais de 2 mil cabeças de gado no Paraná
Investigação aponta atuação desde 2019, prejuízo superior a R$ 10 milhões e estrutura especializada para furtar, transportar, documentar e revender animais.

Investigação aponta atuação desde 2019, prejuízo superior a R$ 10 milhões e estrutura especializada para furtar, transportar, documentar e revender animais.
PARANÁ, 10 de setembro de 2026 — Uma operação conjunta das polícias Civil e Militar do Paraná prendeu 19 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa especializada em furto de gado no Noroeste do Estado. A investigação estima que o grupo tenha subtraído mais de 2 mil cabeças desde 2019, causando prejuízo superior a R$ 10 milhões em parte da região investigada.
A ofensiva mobilizou cerca de 210 policiais, cães de faro e helicópteros. Foram cumpridos 47 mandados de busca em 16 municípios, entre eles Alto Paraná, Paranacity, Colorado, Nova Esperança, Astorga, Campo Mourão e Araruna.
Estrutura especializada
Segundo a investigação, aproximadamente 40 pessoas teriam atuado em diferentes etapas do esquema. As funções incluíam reconhecimento prévio das propriedades, execução dos furtos, logística para retirada dos animais, fraude documental e posterior comercialização para receptadores e leilões.
As buscas resultaram na apreensão de oito armas de fogo, 210 munições, celulares, dinheiro em espécie, dois caminhões e objetos utilizados na marcação de gado. A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná também participou da ação com informações técnicas e cadastrais sobre a movimentação dos rebanhos.
Investigação começou após furto em Alto Paraná
O caso que impulsionou a apuração ocorreu em agosto de 2025, quando 29 cabeças de gado foram furtadas de uma propriedade rural em Alto Paraná. A partir das informações reunidas pela Patrulha Rural Comunitária e pela Polícia Civil, os investigadores passaram a reconstruir a atuação do grupo.
A polícia contabiliza mais de 340 boletins de ocorrência relacionados a furtos de gado na região desde 2019. Os investigados poderão responder, conforme a participação individual apurada, por crimes como organização criminosa, furto qualificado, receptação, corrupção, falsidade em sistemas de informação e adulteração de sinal identificador de veículo. A investigação continua.
Imagem factual da operação. Crédito: PCPR/reprodução Band Paraná.
Portal Conexão Geral — Conectado em Tudo!
Seu navegador bloqueou a janela. Permita pop-ups para este site e tente novamente.


Comentários
Ainda não há comentários aprovados.