Copom reduz Selic para 13,75% ao ano; veja o impacto no crédito e nos investimentos
Banco Central promoveu o quinto corte seguido da taxa básica de juros. Decisão pode aliviar o custo do dinheiro, mas efeitos para consumidores e empresas tendem a ser graduais.

BRASÍLIA (DF) — O Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano. A decisão, anunciada após a 281ª reunião do Copom, representa o quinto corte consecutivo no atual ciclo de flexibilização monetária.
A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira. Ela serve de referência para o custo do crédito, a remuneração de investimentos de renda fixa e as condições de financiamento oferecidas a famílias e empresas.
Crédito pode ficar menos caro, mas não imediatamente
Para o consumidor, a redução tende a favorecer uma queda gradual das taxas cobradas em empréstimos, financiamentos e renegociações. O repasse, porém, não é automático nem uniforme. Bancos também consideram inadimplência, prazo, garantias, concorrência e perfil de risco de cada cliente.
Empresas podem encontrar condições um pouco melhores para capital de giro e investimento, especialmente se o ciclo de cortes continuar. Ainda assim, a Selic permanece em patamar elevado, o que mantém o custo do dinheiro pressionado.
Efeito nos investimentos
Aplicações pós-fixadas ligadas ao CDI e ao Tesouro Selic passam a oferecer rendimento nominal ligeiramente menor depois da decisão, embora continuem competitivas em um ambiente de juros altos. Títulos prefixados e papéis atrelados à inflação podem oscilar conforme as expectativas sobre os próximos passos do Banco Central.
A poupança segue submetida à regra vigente para períodos em que a Selic está acima de 8,5% ao ano: remuneração de 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial.
Cautela ainda domina o cenário
O Banco Central indicou que seguirá avaliando inflação, atividade econômica, expectativas do mercado e o ambiente internacional antes das próximas decisões. A elevação dos juros nos Estados Unidos e as oscilações do petróleo aumentam a necessidade de cautela para economias emergentes.
Para quem tem dívidas caras, a recomendação continua sendo comparar o custo efetivo total, buscar portabilidade e priorizar a quitação de modalidades como rotativo do cartão e cheque especial.
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