Novo ataque russo mata civis em Zaporizhzhia e aumenta tensão após acordo energético entre EUA e Moscou
Bombardeio deste sábado atingiu áreas residenciais e matou ao menos 17 pessoas; ofensiva ocorre um dia após anúncio americano sobre sanções ao diesel russo.

UCRÂNIA — Um novo ataque russo contra a cidade de Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia, matou ao menos 17 pessoas neste sábado (10), entre elas crianças, e deixou dezenas de feridos, segundo autoridades locais citadas por agências internacionais.
O bombardeio atingiu áreas residenciais e provocou destruição em edifícios, enquanto equipes de resgate buscavam vítimas sob os escombros. A ofensiva ocorre em meio a uma escalada de ataques russos registrada ao longo da semana.
Ataques se intensificam
Os bombardeios mais recentes se somam a uma sequência de ataques aéreos com drones, mísseis e bombas planadoras contra diferentes regiões da Ucrânia. Em Kyiv, novos ataques também afetaram infraestrutura, transporte e fornecimento de energia.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, voltou a pedir maior pressão internacional sobre Moscou e afirmou que qualquer flexibilização econômica em favor da Rússia tende a reduzir o custo político e financeiro da guerra para o Kremlin.
Acordo sobre diesel aumenta atrito diplomático
O ataque ocorreu um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma flexibilização temporária de sanções relacionadas ao diesel russo, após entendimento comercial com Moscou. A medida foi criticada por autoridades ucranianas e por aliados europeus.
A Alemanha informou que manterá sua política de sanções contra a Rússia e sinalizou disposição para apoiar novas medidas europeias. Outros governos europeus também manifestaram preocupação com o possível efeito econômico e político de uma redução da pressão sobre Moscou.
Negociações de paz permanecem travadas
Ao mesmo tempo, representantes dos Estados Unidos, da Ucrânia e de países europeus seguem discutindo alternativas para um eventual plano de paz. O Kremlin, porém, indicou que não vê retomada imediata das negociações, citando ataques ucranianos recentes contra território russo.
O cenário reforça a dificuldade de conciliar a pressão militar no campo de batalha com as iniciativas diplomáticas em curso.
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