PF investiga suspeita de fraude em concurso da UFRJ; operação cumpre 13 mandados
Operação Gabarito apura padrão de respostas considerado suspeito em seleção para cargos técnico-administrativos; investigados ainda não foram condenados.

A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (21) a Operação Gabarito para investigar suspeitas de fraude em concurso público da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, em bairros da zona oeste da capital fluminense.
Como a investigação começou
De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Federal e pela Agência Brasil, a apuração teve início após uma notícia-crime encaminhada pela empresa organizadora do concurso, a Selecon. A banca teria identificado um padrão de respostas considerado suspeito entre provas de diferentes candidatos, o que levantou a hipótese de atuação coordenada para beneficiar participantes.
O concurso investigado foi destinado a cargos técnico-administrativos em educação da UFRJ. O edital foi lançado em dezembro de 2025, com previsão de 243 vagas para níveis médio e superior, e as provas objetivas e discursivas ocorreram no início de março de 2026.
Suspeita não é condenação
A operação busca reunir elementos para esclarecer se houve fraude e identificar a participação individual de eventuais envolvidos. Até que as apurações sejam concluídas e haja decisão judicial, os investigados devem ser tratados como suspeitos, e não como culpados. A investigação também poderá esclarecer se outras condutas ou pessoas estão relacionadas ao caso.
Fraudes em concursos públicos prejudicam candidatos que se prepararam de forma legítima e comprometem a confiança nos processos seletivos. Por isso, mecanismos de segurança, canais de denúncia e auditoria dos resultados são importantes para proteger a igualdade de condições e o interesse público.
O que pode acontecer
Segundo a PF, os investigados poderão responder por fraude em certame de interesse público caso os fatos sejam comprovados. A responsabilização dependerá das provas reunidas e da análise das autoridades competentes. A operação desta quarta-feira não equivale, por si só, a uma conclusão definitiva sobre o resultado do concurso ou a situação de todos os candidatos.
O Conexão Geral acompanhará o desenvolvimento da investigação e eventuais informações oficiais sobre seus desdobramentos.
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