Serviços do Paraná crescem 1% em agosto, enquanto setor recua no Brasil
Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE aponta alta de 1% no Paraná entre julho e agosto e avanço de 1,1% em 12 meses; média nacional recuou 0,1% no mês.

ECONOMIA | PARANÁ
Estado teve o sétimo melhor resultado mensal entre as unidades da Federação; informação e comunicação e transportes estão entre os segmentos que sustentaram o desempenho positivo.
Curitiba (PR) — 14 de outubro de 2026
O volume de serviços do Paraná cresceu 1% entre julho e agosto de 2026, na contramão da média brasileira, que registrou retração de 0,1% no período. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e colocam o Estado na sétima posição entre as unidades da Federação no resultado mensal.
No acumulado de 12 meses, entre setembro de 2025 e agosto de 2026, o setor paranaense avançou 1,1% em relação ao período imediatamente anterior. O resultado ficou abaixo da média nacional, de 2,2%, mas foi o segundo melhor da Região Sul, atrás de Santa Catarina, que cresceu 1,2%. O Rio Grande do Sul teve retração de 0,5% no mesmo recorte.
Resultado anual também supera a média em agosto
Na comparação entre agosto de 2026 e o mesmo mês do ano anterior, o volume de serviços do Paraná cresceu 0,8%, acima da alta de 0,6% registrada no País. Entre os estados do Sul, o Paraná teve o melhor resultado: Santa Catarina recuou 0,2%, enquanto o Rio Grande do Sul caiu 1,6% nessa comparação.
O desempenho estadual, portanto, varia conforme o período analisado. O crescimento de um mês para o outro mostra recuperação recente, enquanto a comparação anual e o acumulado de 12 meses ajudam a avaliar a trajetória em uma janela mais ampla. Nenhum indicador isolado, porém, representa sozinho a situação de todas as empresas ou trabalhadores do setor.
Informação, comunicação e transporte contribuem para a alta
Segundo os dados divulgados pelo governo estadual com base na pesquisa do IBGE, os serviços de informação e comunicação cresceram 3,5% no acumulado de 12 meses, enquanto transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio avançaram 1,9%. Esses segmentos contribuíram para o resultado positivo do Estado no período.
Na comparação de agosto com o mesmo mês de 2025, informação e comunicação avançou 5,4%; serviços prestados às famílias, 3%; transportes e atividades auxiliares, 1,2%; e serviços profissionais, administrativos e complementares, 0,6%.
Os resultados setoriais indicam que a expansão não ocorre necessariamente de maneira uniforme. Serviços ligados à tecnologia, às comunicações e à logística podem responder a fatores diferentes daqueles que afetam atividades voltadas diretamente ao consumidor. Por isso, o desempenho agregado precisa ser lido em conjunto com a evolução de cada segmento.
Receita cresce mais do que o volume de serviços
A receita nominal do setor paranaense também apresentou variação positiva nos recortes divulgados. Em 12 meses, a alta foi de 6,2%; no acumulado de 2026, chegou a 5,4%; e, na comparação de agosto com agosto do ano passado, também ficou em 6,2%. Na passagem de julho para agosto, a receita nominal avançou 1%.
Receita nominal e volume de serviços não são medidas equivalentes. A receita reflete o valor faturado, enquanto o indicador de volume procura acompanhar a evolução da atividade descontando efeitos de preços conforme a metodologia estatística. Assim, uma alta de faturamento pode combinar aumento de demanda, mudanças de preços e alterações na composição dos serviços vendidos.
O que os números dizem sobre a economia estadual
O resultado de agosto sinaliza que o setor de serviços paranaense demonstrou maior dinamismo mensal do que a média nacional. Ainda assim, o crescimento acumulado em 12 meses ficou abaixo do brasileiro, o que recomenda cautela ao caracterizar o desempenho estadual como uma expansão generalizada.
A PMS acompanha empresas formalmente constituídas com 20 ou mais pessoas ocupadas cuja atividade principal está nos serviços não financeiros, excluindo saúde e educação. Portanto, a pesquisa é um indicador conjuntural importante, mas não cobre todas as atividades econômicas nem substitui indicadores de emprego, renda, preços e confiança.
A próxima edição da pesquisa, referente a setembro de 2026, está prevista para novembro. Até lá, os próximos indicadores ajudarão a verificar se o crescimento mensal do Paraná se mantém e como evoluem os segmentos que contribuíram para o resultado.
O Portal Conexão Geral continuará acompanhando os indicadores econômicos e seus efeitos sobre empresas, trabalhadores e consumidores do Paraná. Continue acompanhando o portal, curta, comente e compartilhe esta matéria.
Seu navegador bloqueou a janela. Permita pop-ups para este site e tente novamente.


Comentários
Ainda não há comentários aprovados.