Votação brasileira já começou no exterior; boatos sobre retirada de embaixadas são falsos
Diferença de fusos fez as primeiras seções abrirem antes do Brasil; 918.876 eleitores estão aptos a votar fora do país apenas para presidente e vice.

BRASÍLIA (DF) — Enquanto o Brasil ainda vive a véspera do primeiro turno, as Eleições 2026 já começaram para brasileiros residentes no exterior. A diferença de fuso horário fez as primeiras seções eleitorais abrirem neste sábado (3), pelo horário de Brasília, em países da Oceania.
Mais de 918 mil eleitores fora do Brasil
Segundo a Justiça Eleitoral, 918.876 brasileiros estão aptos a votar no exterior em 2026. As seções estão distribuídas por 186 cidades em 134 países. Fora do território nacional, o eleitor vota exclusivamente para presidente e vice-presidente da República.
Nova Zelândia e Austrália estão entre os primeiros locais a iniciar a votação. No exterior, abertura, encerramento e apuração seguem o horário local. As seções funcionam principalmente em embaixadas, consulados e instalações vinculadas ao governo brasileiro, podendo também ser organizadas em outros espaços autorizados.
Fechamento de representações virou alvo de desinformação
Nas últimas horas, publicações nas redes sociais passaram a afirmar que embaixadas de vários países estariam deixando o Brasil ou orientando seus cidadãos a abandonar o território nacional por causa das eleições. As informações não correspondem aos fatos verificados.
Houve suspensão temporária de serviços em representações dos Estados Unidos por razões de segurança, além de fechamento pontual de representação australiana por um dia. Isso não significa retirada diplomática do Brasil. Não há confirmação de saída das embaixadas de Estados Unidos, Austrália, Japão, Reino Unido, Itália, Polônia ou Alemanha, tampouco de recomendação geral para que cidadãos desses países deixem o Brasil.
Segurança e cautela com boatos
A circulação de conteúdos alarmistas na véspera da eleição exige atenção redobrada. Informações sobre segurança, funcionamento de embaixadas, votação e decisões da Justiça Eleitoral devem ser confrontadas com comunicados oficiais antes de serem compartilhadas.
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