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Mercado mantém previsão de inflação em 5,22% para 2026, acima do teto da meta

Relatório Focus desta segunda-feira manteve a estimativa para o IPCA; projeção segue acima do limite de tolerância de 4,5%, enquanto analistas esperam desaceleração mensal em outubro.

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O mercado financeiro manteve em 5,22% a projeção para a inflação brasileira em 2026, interrompendo uma sequência de quatro semanas de elevação das estimativas. O dado consta do Relatório Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (19) e continua acima do teto de tolerância de 4,5% definido para a meta de inflação.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o indicador oficial da inflação no país. A projeção do mercado não é um resultado fechado: trata-se de uma estimativa baseada nas avaliações de instituições financeiras e pode mudar conforme a evolução dos preços, da atividade econômica e das decisões de política monetária.

O que dizem as projeções

Para outubro, os analistas consultados esperam alta de 0,32% no IPCA. Para novembro, a previsão é de 0,34%, e para dezembro, de 0,56%. As estimativas apontam, portanto, para uma desaceleração em relação à alta de 0,82% registrada em setembro, embora a trajetória ainda dependa dos dados efetivos dos próximos meses.

Para 2027, a expectativa de inflação subiu de 4,30% para 4,32%. Para 2028, recuou de 3,79% para 3,75%, enquanto a projeção para 2029 permaneceu em 3,50%.

Juros seguem no centro da atenção

O relatório também manteve a expectativa de que a taxa Selic termine 2026 em 13,25% ao ano, o que pressupõe dois cortes de 0,25 ponto percentual nas reuniões restantes do Comitê de Política Monetária. A previsão não representa compromisso do Banco Central: as decisões dependem da avaliação dos riscos inflacionários e das condições econômicas.

A Selic influencia o custo do crédito, o consumo e as decisões de investimento. Juros elevados tendem a encarecer financiamentos e a conter a demanda, mas também podem dificultar o acesso ao crédito por famílias e empresas. Reduções, por outro lado, aliviam parte desse custo, embora seu efeito sobre a economia ocorra de forma gradual.

Por que a inflação importa para as famílias

Mesmo quando a inflação desacelera, os preços não necessariamente voltam ao nível anterior: em geral, passam a subir em ritmo menor. Por isso, a percepção das famílias depende tanto da variação mensal quanto do preço acumulado de alimentos, transporte, moradia e outros itens essenciais.

O próximo dado oficial do IPCA será importante para avaliar se a expectativa de desaceleração se confirma. Até lá, a projeção de 5,22% indica que o controle da inflação continua sendo um dos principais desafios da economia brasileira em 2026.

Prateleira de supermercado com etiquetas de preços; imagem ilustrativa. Foto: Mirna Wabi-Sabi/Unsplash.
Imagem ilustrativa. Foto: Mirna Wabi-Sabi/Unsplash
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