Eclipse solar total acontece nesta quarta-feira, mas não será visível no Brasil; assista ao vivo
Fenômeno poderá ser acompanhado no Hemisfério Norte. Observatório Nacional retransmite o eclipse a partir das 12h, pelo horário de Brasília.

BRASIL — Um eclipse solar total acontece nesta quarta-feira, 12 de agosto de 2026, mas não poderá ser observado de nenhuma região do Brasil, nem mesmo parcialmente. Para que o público brasileiro possa acompanhar o fenômeno, o Observatório Nacional (ON) fará uma retransmissão ao vivo pela internet a partir das 12h, pelo horário de Brasília.
A ausência de visibilidade no território brasileiro ocorre devido à posição da sombra projetada pela Lua sobre a Terra. Desta vez, a faixa atingida estará concentrada no Hemisfério Norte, passando por regiões da Rússia, Groenlândia, Islândia, Espanha e Portugal.
Assista ao eclipse ao vivo
Acompanhe abaixo a retransmissão oficial divulgada pelo Observatório Nacional:
Se o player não abrir, clique aqui para acompanhar a transmissão diretamente pelo YouTube.
Como acontece um eclipse solar
O eclipse solar ocorre quando a Lua passa entre o Sol e a Terra e projeta sua sombra sobre uma parte do planeta. A área mais escura dessa sombra é chamada de umbra. Quem estiver dentro dessa faixa observa o eclipse total, quando o disco solar fica completamente encoberto.
Ao redor da umbra está a penumbra, região na qual apenas uma parte da luz solar é bloqueada. Nesses locais, o fenômeno é observado como eclipse parcial.
A astrônoma Josina Oliveira do Nascimento, do Observatório Nacional, explica que a posição geográfica de cada observador determina se o eclipse será total, parcial ou não será visto.
Durante um eclipse total, a redução momentânea da luz permite observar a coroa solar e, dependendo das condições, estrelas e planetas mais brilhantes. O dia escurece por alguns minutos, a temperatura pode diminuir e alguns animais apresentam mudanças temporárias de comportamento.
Observação do Sol exige proteção adequada
Embora o eclipse desta quarta-feira não seja visível no Brasil, o Observatório Nacional reforça que nunca se deve olhar diretamente para o Sol sem proteção apropriada.
Óculos escuros comuns, chapas de radiografia, filmes fotográficos, vidros escurecidos ou materiais improvisados não oferecem proteção adequada contra a radiação solar e podem provocar lesões permanentes na retina.
Para observações solares, o ON recomenda filtros específicos e certificados. Uma das alternativas indicadas pela instituição é o vidro de soldador de tonalidade 14. Mesmo com esse recurso, a orientação é observar o Sol por até 30 segundos e fazer um intervalo de aproximadamente três minutos antes de uma nova observação.
Telescópios, câmeras e binóculos também não devem ser apontados para o Sol sem filtros solares apropriados instalados na parte frontal dos equipamentos.
Próximos eclipses de interesse para o Brasil
O próximo eclipse solar com ampla visibilidade no país ocorrerá em 6 de fevereiro de 2027. O fenômeno será anular em uma faixa sobre o oceano, próxima ao extremo leste do Rio de Janeiro, e poderá ser observado parcialmente em quase todo o Brasil, com exceção do extremo noroeste.
Em 2 de agosto de 2027, outro eclipse solar total cruzará o sul da Espanha, o norte da África e a Arábia Saudita. O fenômeno poderá alcançar seis minutos e 23 segundos de totalidade em determinados pontos, mas não será visível do território brasileiro.
O próximo eclipse solar total visível no Brasil está previsto para 12 de agosto de 2045. A faixa de totalidade deverá atravessar estados das regiões Norte e Nordeste, enquanto as demais regiões brasileiras poderão acompanhar o fenômeno parcialmente.
Embora eclipses solares ocorram regularmente em algum ponto da Terra, suas faixas de visibilidade são restritas. Por isso, uma mesma região pode esperar décadas até presenciar novamente um eclipse total.
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