PoderData aponta Flávio com 53% e Lula com 47% dos votos válidos no segundo turno
Pesquisa divulgada nesta quinta-feira mostra vantagem de seis pontos entre os votos válidos; disputa segue até 25 de outubro e exige atenção à margem de erro e à mobilização dos eleitores.

BRASÍLIA, 8 de outubro de 2026 — A primeira rodada de levantamentos nacionais após o primeiro turno acrescentou um novo elemento à disputa pela Presidência. Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (8) atribui ao senador Flávio Bolsonaro (PL) 53% dos votos válidos, contra 47% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença é de seis pontos percentuais no universo de votos válidos, que exclui brancos e nulos.
Como foi feito o levantamento
O instituto ouviu 3 mil pessoas entre 5 e 7 de outubro. A margem de erro informada é de 1,8 ponto percentual, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08134/2026. Como ocorre com toda pesquisa, os percentuais representam uma estimativa do momento das entrevistas, e não uma previsão definitiva do resultado das urnas.
O que mudou desde o primeiro turno
Na votação de 4 de outubro, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, e Lula, 45,16%, segundo a apuração eleitoral. Nenhum dos candidatos alcançou a maioria absoluta, o que levou à nova votação em 25 de outubro. A passagem de uma disputa com vários concorrentes para um confronto direto altera a distribuição das preferências e intensifica a busca pelo eleitorado dos candidatos eliminados.
Além de conquistar apoios partidários, as campanhas precisam convencer eleitores indecisos, reduzir rejeições e mobilizar quem não compareceu às urnas. A abstenção e os votos brancos e nulos podem ser determinantes em um cenário competitivo.
Campanhas reorganizam estratégias
Flávio Bolsonaro busca ampliar alianças e recebeu apoio do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado. Lula, por sua vez, procura recuperar terreno e colocou o debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1 entre suas bandeiras. Os próximos levantamentos permitirão observar se a vantagem identificada se mantém ou se há movimentação relevante durante a campanha.
O que observar até 25 de outubro
O eleitor deve acompanhar não apenas os percentuais gerais, mas também a metodologia, a data da coleta, os índices de rejeição e a evolução das pesquisas de diferentes institutos. Debates, propostas econômicas e alianças regionais tendem a influenciar a reta final. O resultado efetivo será conhecido somente com a apuração oficial.
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