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Quatro pesquisas divulgadas nesta terça-feira mostram Flávio Bolsonaro à frente de Lula, mas diferenças entre os levantamentos chamam a atenção

BTG/Nexus, PoderData/AYA, Futura Inteligência e Gerp apresentam cenários distintos para o segundo turno; margem de erro, rejeição e metodologia são fundamentais para interpretar os resultados.

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BRASÍLIA (DF) – A disputa pelo Palácio do Planalto ganhou novos números nesta terça-feira (13), com a divulgação de quatro pesquisas nacionais de intenção de voto para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Os levantamentos dos institutos BTG Pactual/Nexus, PoderData/AYA, Futura Inteligência e Gerp colocam o senador Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas apresentam diferenças expressivas na dimensão dessa vantagem.

Nos votos válidos, Flávio aparece com 51% a 55%, dependendo do instituto, enquanto Lula registra de 45% a 49%. A maior distância é observada na pesquisa Gerp, que aponta dez pontos percentuais de diferença. Nos outros três levantamentos, as diferenças são menores e estão dentro dos limites de incerteza informados pelos institutos.

A divulgação simultânea dos estudos permite comparar diferentes retratos da opinião pública nacional. Entretanto, os resultados precisam ser analisados individualmente, considerando as datas das entrevistas, o tamanho das amostras, as margens de erro e os métodos utilizados.

1. BTG Pactual/Nexus: Flávio tem 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula

A pesquisa BTG Pactual/Nexus, divulgada nesta terça-feira, apresenta Flávio Bolsonaro com 52% dos votos válidos, enquanto Lula registra 48%.

Na intenção de voto total, o senador aparece com 48%, contra 45% do presidente. Brancos e nulos somam 5%, enquanto 2% dos entrevistados não souberam responder ou não responderam.

No levantamento espontâneo, em que os nomes dos candidatos não são apresentados previamente, Flávio registra 46%, e Lula, 44%.

A pesquisa também investigou a rejeição: 51% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Lula de maneira alguma, enquanto 47% disseram o mesmo sobre Flávio Bolsonaro.

O instituto ouviu 2.002 eleitores com 16 anos ou mais, por telefone, entre 10 e 12 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07997/2026.

O que os números mostram: a diferença de quatro pontos nos votos válidos coloca os candidatos em empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. O resultado oferece um retrato da disputa, mas não permite estabelecer uma vantagem estatisticamente conclusiva. <Cite refs={[“turn316439news10″,”turn316439news23”]}/>

2. PoderData/AYA: Lula avança e diferença cai para dois pontos

O levantamento PoderData/AYA, também divulgado hoje, apresenta um cenário mais apertado. Flávio Bolsonaro aparece com 51% dos votos válidos, enquanto Lula registra 49%.

Na intenção de voto total, Flávio tem 48%, e Lula, 46%. Brancos e nulos representam 5% dos entrevistados, enquanto 2% não souberam responder, com possíveis diferenças decorrentes do arredondamento dos percentuais.

Um dos dados mais relevantes está na comparação com a rodada anterior do mesmo instituto, divulgada em 8 de outubro. Na ocasião, Flávio tinha 53% dos votos válidos, contra 47% de Lula. Agora, o senador recuou dois pontos, enquanto o presidente avançou dois pontos.

A mudança reduziu a diferença de seis para dois pontos percentuais.

A pesquisa entrevistou 3.000 pessoas por telefone, entre 10 e 12 de outubro, em 686 municípios. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-01209/2026.

O que os números mostram: a redução da diferença é um movimento observado dentro da série do próprio instituto. É um dado relevante para acompanhar a evolução da disputa, mas uma única rodada não basta para afirmar que existe uma tendência consolidada. Os dois candidatos permanecem em empate técnico dentro da margem de erro. <Cite refs={[“turn869081view2″,”turn316439search2”]}/>

3. Futura Inteligência: 51,8% para Flávio e 48,2% para Lula

A pesquisa Futura Inteligência, divulgada nesta terça-feira, registra Flávio Bolsonaro com 51,8% dos votos válidos e Lula com 48,2%.

Na intenção de voto total, Flávio aparece com 50%, enquanto Lula tem 46,6%. Brancos e nulos somam 1,7%, e outros 1,7% não souberam responder.

O levantamento também mediu a rejeição. Lula registra 48,6%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 45,4%.

Na distribuição regional, o instituto identificou diferenças importantes. Lula alcança 60,1% no Nordeste e 52,1% entre as mulheres. Flávio registra 65,6% no Sul, 59,6% no Centro-Oeste, 51,9% no Sudeste e 57,3% entre os homens. Entre os eleitores de 16 a 24 anos, os percentuais indicam proximidade: 47,8% para Flávio e 47,3% para Lula.

A Futura entrevistou 2.000 eleitores entre 7 e 10 de outubro, por telefone, utilizando o sistema de entrevista telefônica assistida por computador. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado por 100% Cidades e está registrado no TSE sob o número BR-00650/2026.

O que os números mostram: embora a diferença nos votos válidos seja de 3,6 pontos, o resultado está dentro do limite de incerteza informado pelo instituto. Os recortes regionais e demográficos ajudam a identificar diferenças no perfil do eleitorado, mas devem ser interpretados com atenção às margens de erro específicas de cada segmento. <Cite refs={[“turn869081view0”]}/>

4. Gerp: dez pontos de diferença nos votos válidos

A pesquisa Gerp apresenta a maior distância entre os candidatos entre os quatro levantamentos divulgados nesta terça-feira.

No cenário de segundo turno, Flávio Bolsonaro registra 55% dos votos válidos, enquanto Lula aparece com 45%. A diferença é de dez pontos percentuais.

O instituto ouviu 2.400 eleitores por telefone nos dias 8, 9 e 12 de outubro, em todas as unidades da Federação. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95,55%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE sob o número BR-07877/2026.

Em levantamento complementar sobre rejeição, divulgado também nesta terça-feira, o Gerp aponta que 53% dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula de maneira alguma. Para Flávio Bolsonaro, esse percentual é de 42%. Outros 1% dizem que não votariam em nenhum dos dois, 1% afirmam que votariam em qualquer um deles e 3% não souberam responder ou não responderam.

O que os números mostram: o Gerp apresenta uma diferença maior do que a registrada pelos demais institutos divulgados hoje. A distância numérica de dez pontos supera a margem de erro informada, mas isso não significa que seja possível transferir automaticamente essa conclusão para os outros levantamentos. Cada pesquisa possui sua própria amostra, metodologia e estimativa. <Cite refs={[“turn869081view1″,”turn316439search15”]}/>

Comparativo das quatro pesquisas divulgadas hoje

A tabela abaixo reúne os resultados de votos válidos e as principais informações metodológicas dos levantamentos publicados em 13 de outubro.

InstitutoFlávio BolsonaroLulaDiferençaMargem de erro
BTG Pactual/Nexus52%48%4 pontos2 p.p.
PoderData/AYA51%49%2 pontos1,8 p.p.
Futura Inteligência51,8%48,2%3,6 pontos2,2 p.p.
Gerp55%45%10 pontos2 p.p.

Fonte: resultados divulgados pelos respectivos institutos em 13 de outubro de 2026. Os percentuais referem-se aos votos válidos. As margens de erro informadas são as dos levantamentos nacionais.

A comparação evidencia que os quatro institutos apresentam Flávio numericamente à frente, mas a dimensão da diferença varia de dois a dez pontos percentuais. Nos levantamentos BTG/Nexus, PoderData/AYA e Futura, os resultados são compatíveis com empate técnico, considerando as margens de erro informadas. No Gerp, a diferença numérica é superior à margem de erro indicada.

Isso não significa que os resultados devam ser somados ou tratados como se fossem uma única pesquisa. Cada levantamento mede a opinião dos entrevistados em condições próprias.

Como interpretar a diferença entre votos totais e votos válidos

A leitura das pesquisas exige distinguir dois indicadores que frequentemente aparecem juntos nas reportagens eleitorais.

Votos totais são os percentuais calculados considerando o conjunto das respostas, incluindo os eleitores que pretendem votar em branco ou anular o voto e aqueles que não sabem ou não responderam.

Votos válidos são os percentuais recalculados sem os votos brancos, nulos e as respostas indecisas, conforme o critério utilizado para a apresentação do cenário eleitoral. É a proporção de votos válidos que determina o resultado oficial da eleição.

Por essa razão, uma pesquisa pode indicar 48% para Flávio e 45% para Lula na intenção de voto total, mas apresentar 52% e 48%, respectivamente, nos votos válidos.

A distinção é fundamental para evitar comparações equivocadas. Uma análise rigorosa precisa colocar lado a lado números que utilizem a mesma base de cálculo.

Rejeição: um indicador importante, mas não uma previsão de votos

Os dados de rejeição também merecem atenção. No levantamento BTG/Nexus, Lula registra 51% de rejeição, contra 47% de Flávio. No Futura, os percentuais são de 48,6% e 45,4%, respectivamente. Já o Gerp aponta 53% para Lula e 42% para Flávio.

Os resultados apresentam diferenças entre os institutos, mas compartilham um aspecto: ambos os candidatos enfrentam parcelas expressivas do eleitorado que declaram não votar neles de maneira alguma.

A rejeição, contudo, não deve ser interpretada como uma previsão direta do resultado eleitoral. O indicador mede resistência declarada, enquanto a intenção de voto registra a preferência manifestada pelo entrevistado no momento da pesquisa.

Um eleitor pode rejeitar um candidato e ainda assim escolhê-lo diante da alternativa disponível. Por isso, a rejeição deve ser analisada em conjunto com a intenção de voto, a possibilidade de mudança de decisão e o comportamento dos eleitores que ainda não definiram sua escolha.

Análise final: o que os resultados desta terça-feira realmente revelam

As quatro pesquisas divulgadas hoje apresentam um quadro de disputa nacional em que Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente de Lula. A informação é consistente entre os levantamentos publicados nesta terça-feira, mas a dimensão da diferença não é uniforme.

O PoderData/AYA mostra o cenário mais apertado, com dois pontos percentuais de distância nos votos válidos. O Futura registra diferença de 3,6 pontos, enquanto o BTG/Nexus apresenta quatro pontos. Já o Gerp aponta dez pontos de vantagem numérica para Flávio.

A primeira conclusão técnica é que não se deve confundir vantagem numérica com vantagem estatisticamente conclusiva. Nos três primeiros levantamentos, as diferenças estão dentro das margens de erro informadas. No Gerp, a distância supera a margem de erro indicada, mas essa conclusão se aplica ao resultado específico daquele estudo, não automaticamente ao conjunto do eleitorado ou aos outros institutos.

A segunda conclusão é que a variação observada no PoderData/AYA merece acompanhamento. A redução da diferença de seis para dois pontos, em comparação com a rodada anterior do mesmo instituto, representa uma mudança relevante na estimativa. Entretanto, para identificar uma tendência consistente, é necessário observar se o movimento se mantém nas próximas pesquisas e se aparece em outros levantamentos realizados em períodos comparáveis.

A terceira conclusão envolve a dispersão dos resultados. A distância entre os dez pontos registrados pelo Gerp e os dois pontos do PoderData/AYA evidencia que ainda existem diferenças importantes entre as estimativas. Para compreender suas causas, seria necessário examinar os questionários completos, os procedimentos de amostragem, os fatores de ponderação e os relatórios técnicos de cada instituto.

Também é importante considerar que as entrevistas ocorreram em períodos diferentes. A coleta do Futura terminou em 10 de outubro, enquanto os levantamentos BTG/Nexus e PoderData/AYA foram realizados até o dia 12. Portanto, não se pode interpretar automaticamente as diferenças entre os percentuais como mudanças ocorridas no eleitorado durante os últimos dias.

Por fim, a rejeição elevada dos dois candidatos mostra que a disputa não se resume à preferência já consolidada. A capacidade de ampliar o apoio, mobilizar eleitores e conquistar aqueles que ainda hesitam poderá influenciar o comportamento eleitoral. As pesquisas disponíveis, entretanto, não permitem determinar antecipadamente como esses fatores se traduzirão em votos.

O diagnóstico mais preciso, com base exclusivamente nas pesquisas divulgadas em 13 de outubro, é que Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente nos quatro levantamentos nacionais identificados, mas a dimensão dessa vantagem varia consideravelmente entre os institutos. Três estudos apontam empate técnico; o Gerp apresenta uma diferença superior à margem de erro informada. Essa distinção é essencial para uma leitura responsável do cenário eleitoral.

O resultado definitivo dependerá dos votos depositados nas urnas. Até lá, o acompanhamento das próximas pesquisas, a análise de suas metodologias e a comparação de rodadas equivalentes serão fundamentais para compreender a evolução da disputa sem transformar estimativas estatísticas em certezas.

O Portal Conexão Geral continuará acompanhando as pesquisas eleitorais e os principais acontecimentos da corrida presidencial. Continue acompanhando o portal, curta, comente e compartilhe esta matéria para que mais leitores tenham acesso a informações contextualizadas e análises fundamentadas sobre as eleições de 2026.


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