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Flávio Bolsonaro e Lula vão ao segundo turno em disputa que promete mobilizar o Brasil até 25 de outubro

Segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula será em 25 de outubro; Zema declarou apoio ao candidato do PL, e Caiado anunciou ato para formalizar sua posição.

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ELEIÇÕES 2026

BRASÍLIA — 4 de outubro de 2026

O Brasil terá segundo turno na eleição presidencial de 2026.

Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avançaram para a etapa decisiva da disputa pelo Palácio do Planalto depois de nenhum candidato alcançar a maioria absoluta dos votos válidos no primeiro turno realizado neste domingo (4).

A nova votação está marcada para 25 de outubro e colocará frente a frente os dois candidatos mais votados do primeiro turno.

A confirmação abre uma nova eleição dentro da própria eleição.

A partir de agora, Flávio e Lula terão três semanas para disputar os eleitores que escolheram outros candidatos, reduzir rejeições e reorganizar alianças nacionais e estaduais.

FLÁVIO CHEGA À DECISÃO APÓS FORTE DESEMPENHO NO PRIMEIRO TURNO

Flávio Bolsonaro chega ao segundo turno depois de apresentar desempenho expressivo na votação deste domingo.

Durante parte significativa da apuração, o candidato do PL permaneceu à frente de Lula.

Mais importante do que as oscilações registradas durante a totalização, entretanto, foi a consolidação dos dois candidatos nas primeiras posições, levando a eleição presidencial para uma nova votação.

O resultado também confirma a força eleitoral do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, agora representado diretamente por Flávio na disputa pelo Palácio do Planalto.

O desafio a partir de agora será ampliar essa base.

Para vencer, Flávio precisará conquistar eleitores que escolheram outros candidatos no primeiro turno e buscar votos em regiões onde seu adversário apresentou desempenho superior.

LULA BUSCA NOVO MANDATO

Do outro lado estará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Candidato à reeleição pelo PT, Lula chega ao segundo turno depois de uma campanha na qual precisou defender os resultados de seu governo e responder às críticas apresentadas pela oposição.

Agora, o presidente também precisará ampliar sua votação para além do eleitorado que o acompanhou no primeiro turno.

A estratégia petista deverá buscar especialmente os eleitores das candidaturas eliminadas neste domingo, além daqueles que não compareceram ou optaram por votos brancos e nulos.

SEGUNDO TURNO COMEÇA IMEDIATAMENTE

A campanha muda de configuração a partir de agora.

No primeiro turno, os candidatos dividiram espaço com diferentes adversários, propostas e estratégias.

No segundo, a disputa torna-se diretamente comparativa.

Flávio e Lula passarão a confrontar programas de governo, resultados administrativos, trajetórias políticas e visões diferentes para o país.

Os debates também ganham maior importância porque passam a reunir exclusivamente os dois candidatos.

Cada declaração, entrevista, apoio político ou episódio de campanha poderá produzir impacto maior do que na primeira etapa da eleição.

PARA ONDE VÃO OS VOTOS DOS OUTROS CANDIDATOS?

Esta será uma das principais perguntas das próximas três semanas.

Os votos recebidos pelos candidatos que ficaram fora do segundo turno não são automaticamente transferidos.

Cada eleitor decidirá novamente em 25 de outubro.

Na noite de segunda-feira (5), Romeu Zema (Novo) declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Em vídeo, o governador de Minas Gerais afirmou que votará no candidato do PL para se opor a Lula (PT). Ronaldo Caiado (PSD) também anunciou apoio e marcou um ato em Goiânia para esta terça-feira (6), quando pretende formalizar sua posição ao lado de Flávio. O PSD liberou seus filiados para decisões individuais. Os gestos ampliam a articulação política do candidato do PL, mas declarações de apoio de candidatos derrotados não significam transferência automática ou integral dos votos recebidos no primeiro turno.

Flávio Bolsonaro e Lula terão de disputar individualmente esse eleitorado.

Também entram nessa conta os eleitores que não compareceram ao primeiro turno e aqueles que votaram em branco ou anularam o voto.

Em uma eleição competitiva, conquistar uma parcela relativamente pequena desses grupos pode fazer diferença no resultado final.

ESTADOS SERÃO CAMPO DECISIVO DA DISPUTA

O mapa eleitoral do primeiro turno deverá orientar boa parte das estratégias das duas campanhas.

Estados nos quais a diferença entre Flávio e Lula foi pequena receberão atenção especial.

Os maiores colégios eleitorais também serão fundamentais porque pequenas variações percentuais podem representar centenas de milhares ou até milhões de votos.

São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Ceará e outros estados populosos deverão receber atenção redobrada das campanhas.

As equipes também deverão analisar município por município onde ainda existe margem para crescimento.

GOVERNADORES E SENADORES ELEITOS GANHAM NOVO PESO

Os resultados estaduais também produzirão reflexos sobre a disputa pelo Palácio do Planalto.

Governadores eleitos ou reeleitos poderão declarar apoio e mobilizar suas estruturas políticas em favor de um dos presidenciáveis.

No Paraná, Sergio Moro foi eleito governador no primeiro turno, enquanto Filipe Barros e Deltan Dallagnol conquistaram as duas vagas destinadas ao estado no Senado.

Resultados estaduais como esse modificam a correlação regional de forças justamente quando as campanhas presidenciais começam a reorganizar suas alianças.

Prefeitos, deputados, senadores e governadores passam, portanto, a ocupar posição estratégica na construção dos palanques para o segundo turno.

REJEIÇÃO SERÁ TÃO IMPORTANTE QUANTO INTENÇÃO DE VOTO

O segundo turno não será apenas uma disputa para conquistar novos eleitores.

Será também uma corrida para reduzir rejeições.

Com apenas dois candidatos disponíveis, parte do eleitorado que não escolheu Flávio nem Lula no primeiro turno terá de decidir entre um deles, votar em branco, anular ou não comparecer.

É justamente nesse contingente que poderá estar uma parcela decisiva da eleição.

As campanhas deverão trabalhar simultaneamente em duas frentes: consolidar os próprios eleitores e convencer aqueles que rejeitam os dois polos da disputa.

DUAS FORÇAS POLÍTICAS VOLTAM A SE ENFRENTAR

O segundo turno deverá aprofundar uma polarização que marcou a política brasileira nos últimos anos.

De um lado estará Lula, presidente da República e principal liderança histórica do PT.

Do outro, Flávio Bolsonaro, senador e representante do grupo político construído nacionalmente em torno do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Economia, inflação, emprego, segurança pública, programas sociais, contas públicas, saúde, educação, relações internacionais, corrupção e o funcionamento das instituições deverão estar entre os principais temas das próximas semanas.

Mas a disputa também terá forte componente político e simbólico.

Mais uma vez, dois campos que protagonizam o debate político nacional estarão frente a frente na decisão presidencial.

ALIANÇAS COMEÇAM A SER NEGOCIADAS

As próximas horas deverão ser marcadas por reuniões entre partidos e candidatos.

As duas campanhas buscarão apoios entre legendas e lideranças que ficaram fora do segundo turno.

Alguns partidos poderão liberar seus integrantes para decidir individualmente, enquanto outros deverão anunciar apoio formal a Flávio ou Lula.

As negociações estaduais também poderão produzir alianças diferentes daquelas estabelecidas nacionalmente.

O desempenho dos partidos nas eleições para governador, Senado e Câmara dos Deputados será outro elemento importante nessas conversas.

NOVO CONGRESSO ENTRA NA EQUAÇÃO

O próximo presidente não governará sozinho.

A composição da Câmara dos Deputados e do Senado definida nas urnas será fundamental para a governabilidade a partir de 2027.

Flávio e Lula precisarão demonstrar durante o segundo turno como pretendem construir maioria parlamentar para aprovar suas propostas.

A nova composição do Senado ganha relevância especial porque 54 das 81 cadeiras da Casa estão sendo renovadas neste ciclo eleitoral.

O tamanho das bancadas de direita, centro e esquerda terá influência direta sobre a capacidade do próximo presidente de transformar seu programa eleitoral em ações de governo.

TRÊS SEMANAS PARA CONVENCER O ELEITOR

O primeiro turno respondeu quem permanece na disputa.

O segundo responderá quem governará o Brasil pelos próximos quatro anos.

Até 25 de outubro, Flávio Bolsonaro e Lula terão três semanas para ampliar suas bases eleitorais, conquistar parte dos votos destinados aos candidatos eliminados e convencer os eleitores que ainda não escolheram nenhum dos dois.

Os números do primeiro turno revelam de onde cada candidato parte.

Não determinam, porém, onde chegará.

A eleição entra agora em sua fase definitiva.

Restam apenas dois candidatos na disputa pelo Palácio do Planalto: Flávio Bolsonaro e Lula.

A decisão será dos brasileiros nas urnas em 25 de outubro.

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