Ibovespa supera 200 mil pontos pela primeira vez e dólar cai abaixo de R$ 5 após 1º turno
Bolsa bate recorde nesta segunda-feira, chega a subir mais de 8% e dólar recua mais de 4% em reação ao resultado eleitoral e à nova composição do Congresso.

SÃO PAULO (SP) — 5 de outubro de 2026. O Ibovespa ultrapassou pela primeira vez a marca de 200 mil pontos nesta segunda-feira (5), em uma reação intensa dos mercados ao resultado do primeiro turno das eleições presidenciais e à nova composição do Congresso Nacional. Durante a manhã, o principal índice da B3 chegou a superar 208 mil pontos e registrou alta de mais de 8% em parte do pregão.
Ao mesmo tempo, o dólar comercial caiu mais de 4% e foi negociado abaixo de R$ 5 pela primeira vez em cerca de cinco meses. As cotações variam ao longo do dia; os valores citados nesta matéria correspondem aos registros da manhã desta segunda-feira.
Mercado reage ao cenário eleitoral
O movimento ocorreu depois de Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno na liderança, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro.
Analistas ouvidos por veículos especializados atribuíram a valorização dos ativos à expectativa de investidores sobre política fiscal, reformas econômicas e capacidade de articulação do próximo governo com o Congresso. Essa reação representa a leitura momentânea do mercado e não antecipa o resultado eleitoral nem garante que os ganhos serão mantidos.
Ações chegaram a subir mais de 20%
Entre os principais destaques da sessão, as ações da Magazine Luiza, da própria B3 e do BTG Pactual avançaram mais de 20% em determinados momentos. Papéis de bancos e empresas estatais também ganharam força. Na direção oposta, a Suzano recuou até 8,5% durante a manhã.
Na sexta-feira (2), último pregão antes da votação, o Ibovespa havia fechado aos 192.114 pontos, com alta de 2,62%. A superação dos 200 mil pontos nesta segunda-feira estabeleceu uma nova máxima histórica para o índice.
Volatilidade deve continuar
O mercado seguirá acompanhando as alianças para o segundo turno, os programas econômicos dos candidatos e as sinalizações sobre controle da dívida pública, gastos e reformas. Como o pregão permanece aberto, índices, cotações e percentuais podem mudar de forma significativa até o fechamento.
Foto: Wilfredor/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).
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