Inquérito sobre tragédia na BR-373 aponta excesso de velocidade e problemas em caminhão
Investigação sobre colisão que matou 23 pessoas em Ipiranga reúne laudos de velocidade, condições mecânicas e circunstâncias da batida.

IPIRANGA (PR), 8 de outubro de 2026 — A investigação policial sobre a colisão entre um caminhão e um micro-ônibus na BR-373, ocorrida em 19 de agosto, apontou excesso de velocidade dos dois veículos e problemas mecânicos no caminhão. O acidente deixou 23 mortos e cinco sobreviventes feridos, tornando-se uma das tragédias rodoviárias mais graves do ano no Paraná.
O que apontam os laudos
De acordo com informações sobre o inquérito da Polícia Civil, o caminhão trafegava a aproximadamente 80 km/h em trecho com limite de 60 km/h. O micro-ônibus teria atingido 101 km/h, também acima da velocidade permitida. Os laudos da Polícia Científica e da Polícia Rodoviária Federal identificaram ainda desgaste no sistema de freios do caminhão.
Os elementos técnicos analisados pela investigação também levantaram a possibilidade de distração do caminhoneiro pelo uso de telefone celular pouco antes da colisão. Essa hipótese deve ser apresentada como elemento investigado, não como fato definitivamente comprovado além do alcance dos laudos.
Vítimas viajavam para atendimento de saúde
O micro-ônibus da Prefeitura de Imbituva transportava pacientes em direção a Curitiba. Morreram 22 ocupantes do coletivo e o motorista do caminhão. Além da dimensão humana, o episódio evidenciou a dependência de deslocamentos intermunicipais para consultas e tratamentos especializados, especialmente entre municípios do interior e a capital.
Próximos passos do caso
Como os dois condutores morreram, a autoridade policial recomendou o arquivamento do inquérito, que será submetido à análise do Ministério Público. A conclusão da investigação criminal não elimina a necessidade de examinar medidas preventivas de segurança viária, fiscalização e manutenção dos veículos.
Prevenção além da responsabilização
O caso reforça a relevância do respeito aos limites de velocidade, da inspeção dos sistemas de freio e do planejamento de viagens destinadas ao transporte de pacientes. A redução de riscos depende de atuação conjunta de transportadores, gestores públicos e órgãos de fiscalização. Para as famílias, permanece o impacto irreparável de uma tragédia que exige respostas técnicas e medidas concretas para evitar novas mortes.
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