Segundo turno começa com disputa por alianças; Flávio recebe apoio de Caiado e Lula aposta no fim da escala 6×1
Campanhas entram em nova fase após primeiro turno; Flávio Bolsonaro amplia articulações políticas, enquanto Lula coloca a redução da jornada de trabalho no centro do debate.

Campanhas entram em nova fase após primeiro turno; Flávio Bolsonaro amplia articulações políticas, enquanto Lula coloca a redução da jornada de trabalho no centro do debate.
DO PORTAL CONEXÃO GERAL, EM BRASÍLIA
A disputa pela Presidência da República entrou nesta semana em uma nova etapa. Depois de um primeiro turno apertado, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começaram a reorganizar alianças, agendas e discursos para a votação decisiva marcada para 25 de outubro.
Flávio terminou o primeiro turno na liderança, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A diferença transformou os votos dos candidatos eliminados, a abstenção e a capacidade de ampliar apoios regionais em pontos centrais da campanha.
Flávio amplia alianças
Na terça-feira (6), Flávio Bolsonaro esteve em Goiânia e recebeu o apoio de Ronaldo Caiado, que disputou o primeiro turno pelo PSD. A movimentação busca consolidar o campo de centro-direita e direita em torno da candidatura do PL.
Caiado terminou a primeira etapa da eleição com 2,18% dos votos válidos. O PSD havia liberado seus diretórios estaduais para definirem posicionamentos no segundo turno, abrindo espaço para articulações distintas pelo país.
Lula coloca jornada de trabalho no debate
Enquanto o adversário avançava nas alianças, Lula reuniu a coordenação de campanha e voltou a defender o fim da escala de trabalho 6×1. O tema ganhou força no Congresso e passou a ocupar espaço importante na estratégia governista para o segundo turno.
A proposta em discussão no Senado reduz a jornada máxima semanal e prevê dois dias de repouso remunerado, sem redução salarial, com regras de transição.
Abstenção entra no radar
Outro desafio das duas campanhas será mobilizar eleitores que não compareceram no primeiro turno. Mais de 30 milhões de brasileiros deixaram de votar, contingente capaz de influenciar o resultado da etapa final.
Com menos de três semanas até a votação, a tendência é de intensificação das agendas, busca por apoios e confronto mais direto entre os projetos apresentados pelos dois candidatos.
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