Antiga sede dos Correios no centro do Rio de Janeiro vai a leilão nesta quinta-feira
A antiga sede dos Correios, situada na região da Praça XV, no centro do Rio de Janeiro, será leiloada nesta quinta-feira (30). O processo, realizado pela internet, faz parte da reestruturação da estatal e envolve um edifício tombado em nível federal.

A antiga sede dos Correios, localizada na Rua Primeiro de Março, no centro do Rio de Janeiro, será levada a leilão nesta quinta-feira (30). O imóvel, que compõe o conjunto histórico da Praça XV, terá um valor inicial de R$ 53,6 milhões. O certame será conduzido exclusivamente pela internet, por meio da plataforma VIP Leilões.
A alienação do prédio integra o plano de reestruturação da estatal. Segundo os Correios, a medida visa a racionalização de ativos ociosos ou subutilizados, buscando a redução de despesas de manutenção e o reinvestimento em modernização para o reequilíbrio financeiro da empresa. Caso o imóvel não seja arrematado nas primeiras etapas, o valor poderá ser reduzido para R$ 47,8 milhões em rodadas subsequentes.
O edifício, com cerca de 9 mil metros quadrados de área construída, está inserido em uma área de grande relevância histórica, próximo a marcos como o Paço Imperial e a Igreja da Candelária. Por ser um bem tombado em nível federal, o imóvel possui restrições de preservação. A presidente em exercício do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ), Isabel Rocha, ressaltou que, embora a venda seja permitida, o proprietário não pode demolir ou descaracterizar a estrutura original.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) esclareceu que não interfere na transferência de propriedade de bens tombados, tratando a mudança de titularidade como indiferente para a autarquia. No entanto, o órgão reforçou que a responsabilidade pela manutenção e integridade do prédio permanece com o proprietário, que deve comunicar a transferência ao instituto em até 30 dias após a compra.
Isabel Rocha, do CAU/RJ, pontuou que qualquer projeto de adaptação do edifício para um novo uso deverá passar por autorização prévia dos órgãos de preservação. A especialista enfatizou a necessidade de que o futuro comprador tenha consciência do valor histórico do bem, uma vez que o tombamento garante a proteção das características arquitetônicas, independentemente de quem detenha a posse do imóvel.
Fonte original: Agência Brasil — RSS
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