VÍDEO: Policiais civis salvam criança durante crise convulsiva em delegacia de São José dos Pinhais
Menina de 1 ano e 3 meses chegou à delegacia com dificuldade para respirar e inicialmente parecia estar engasgada; policial que também é enfermeiro identificou sinais de convulsão e equipe fez atendimento emergencial até o Hospital São José

SÃO JOSÉ DOS PINHAIS (PR) — A rápida atuação de policiais civis foi decisiva no socorro a uma criança de apenas 1 ano e 3 meses que apresentou grave dificuldade respiratória dentro da 1ª Delegacia Regional de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
A ocorrência aconteceu na quarta-feira, 19 de agosto, mas ganhou maior repercussão nesta sexta-feira (21), após a divulgação das imagens e de detalhes do atendimento realizado pelos agentes. A menina foi encaminhada ao Hospital São José, onde os médicos constataram que ela havia sofrido uma crise convulsiva. Depois de permanecer em observação, recebeu alta e já está em casa com a família.
Pai acreditava que filha estivesse engasgada
A emergência começou quando o pai da criança procurou ajuda acreditando que a filha estivesse engasgada.
Na delegacia, o policial civil Ronald Agner Silva iniciou imediatamente manobras de desengasgo.
Pouco depois, o agente de Polícia Judiciária Nikolas Cabral dos Santos assumiu o atendimento e continuou os procedimentos. Apesar das manobras, nenhum alimento, objeto ou secreção era expelido pela boca da menina.
A criança permanecia com dificuldade para respirar e apresentava coloração arroxeada.
O pai informou aos policiais que ninguém havia visto a filha colocar qualquer objeto na boca e que a última alimentação havia ocorrido aproximadamente duas horas antes.
Experiência como enfermeiro ajudou policial a perceber outro problema
Nikolas Cabral dos Santos possui uma formação que se tornou fundamental naquele momento.
Além de policial civil, ele é enfermeiro, trabalhou por cerca de cinco anos em pronto-socorro antes de ingressar na Polícia Civil e atua como professor de Atendimento Pré-Hospitalar Tático na Escola Superior da Polícia Civil.
Ao reavaliar a criança, Nikolas percebeu que o quadro poderia não se tratar apenas de um engasgo.
A menina apresentava respiração superficial e ruidosa, olhar fixo, pequenos movimentos involuntários nos braços e longos períodos de pausa respiratória.
Esses sinais levaram o agente a considerar a possibilidade de uma crise convulsiva, sem descartar naquele momento uma eventual obstrução parcial das vias aéreas.
Segundo o policial, o fato de as manobras de desengasgo não produzirem resultado e a criança continuar arroxeada indicava que era necessário reavaliar rapidamente a situação.
VÍDEO: veja o atendimento à criança
As imagens divulgadas pela Polícia Civil mostram momentos relacionados ao atendimento e ao socorro prestado à menina.
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Imagens: Polícia Civil do Paraná/Reprodução
O vídeo foi disponibilizado junto às informações divulgadas sobre o caso e mostra a mobilização para garantir atendimento rápido à criança.
Polícia decidiu não esperar e levou criança ao hospital
Diante da gravidade do quadro e do risco de agravamento, os policiais decidiram transportar imediatamente a menina até o Hospital São José.
Os agentes Andrey Roberto dos Santos e Adriano Antônio Mroczek participaram do deslocamento em uma viatura caracterizada da Polícia Civil, com sinais sonoros e luminosos acionados.
Nikolas permaneceu no banco traseiro acompanhando a criança e o pai durante todo o trajeto.
A decisão de sair imediatamente para o hospital foi tomada porque a menina apresentava sinais de comprometimento respiratório e precisava de atendimento médico especializado.
Criança teve novas alterações durante o trajeto
A emergência continuou dentro da viatura.
Durante o deslocamento ao hospital, a menina apresentou movimentos involuntários nos membros superiores e flacidez na região do pescoço.
Nikolas realizou procedimentos para manter as vias aéreas abertas e também fez ventilação boca a boca, buscando garantir oxigenação até a chegada à unidade hospitalar.
A equipe policial manteve o atendimento durante todo o percurso.
Médicos confirmaram crise convulsiva
Ao chegar ao Hospital São José, a criança apresentava pulso, frequência cardíaca elevada e ainda tinha dificuldade respiratória.
Depois da avaliação médica, foi constatado que o quadro era compatível com uma crise convulsiva.
A menina permaneceu internada para atendimento e investigação das causas do episódio.
O diagnóstico reforçou a percepção que Nikolas havia desenvolvido ainda durante o atendimento inicial na delegacia, quando os sinais apresentados pela criança deixaram de ser compatíveis apenas com um possível engasgo.
Policial voltou ao hospital para saber como estava a menina
Na manhã de quinta-feira (20), Nikolas retornou ao Hospital São José para acompanhar a evolução da criança.
Ele foi informado de que a menina apresentava boa recuperação.
Posteriormente, a família confirmou que ela recebeu alta hospitalar e retornou para casa, onde permanece medicada e acompanhada pelos familiares.
O pai, Luan Railo Sebestyam, agradeceu publicamente a atuação da equipe e afirmou que a filha está bem graças à rapidez do atendimento.
Quatro policiais participaram diretamente do socorro
Embora Nikolas tenha assumido papel central na avaliação clínica e no acompanhamento da criança, o atendimento foi resultado de uma atuação conjunta.
Participaram diretamente:
- Ronald Agner Silva, que iniciou as manobras de desengasgo;
- Nikolas Cabral dos Santos, que reavaliou o quadro e acompanhou a criança;
- Andrey Roberto dos Santos, no deslocamento para o hospital;
- Adriano Antônio Mroczek, também integrante da equipe responsável pelo transporte.
Por isso, a ocorrência demonstra uma atuação coletiva dos policiais civis da unidade.
Atendimento pré-hospitalar pode ser decisivo
O caso também chama atenção para a importância do treinamento em primeiros socorros entre profissionais de Segurança Pública.
Policiais frequentemente chegam antes das equipes especializadas ou se deparam inesperadamente com situações médicas graves durante o trabalho.
Nikolas destacou que conhecimentos básicos de atendimento emergencial, aliados à rápida decisão de encaminhar a vítima a uma unidade hospitalar, podem evitar o agravamento de situações críticas.
No caso de São José dos Pinhais, essa combinação foi determinante: avaliação rápida, suporte respiratório e transporte imediato.
Final feliz depois de momentos de tensão
O que começou como uma suspeita de engasgo evoluiu em poucos minutos para uma emergência que exigiu decisões rápidas.
A criança apresentou dificuldade respiratória, ficou arroxeada, teve períodos de pausa na respiração e movimentos involuntários.
A experiência profissional de um dos agentes permitiu perceber que o quadro poderia ser diferente do inicialmente imaginado e a equipe decidiu não perder tempo.
Dois dias depois, o desfecho é positivo: a menina está fora do hospital e novamente em casa com a família.
A ocorrência ganhou repercussão justamente por mostrar uma situação em que a função policial ultrapassou o atendimento convencional de Segurança Pública e se transformou, em questão de minutos, em uma operação para preservar uma vida.
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