Vídeo mostra deslizamento devastando porto no Tibete; há vítimas e desaparecidos
TIBETE/CHINA — Um violento deslizamento de terra atingiu nesta quarta-feira (26) o porto de Gyirong, na região de Shigatse, no Tibete, deixando vítimas, desaparecidos e um cenário de grande destruição na principal passagem terrestre entre a China e…

TIBETE/CHINA — Um violento deslizamento de terra atingiu nesta quarta-feira (26) o porto de Gyirong, na região de Shigatse, no Tibete, deixando vítimas, desaparecidos e um cenário de grande destruição na principal passagem terrestre entre a China e o Nepal.
Imagens de câmeras de segurança mostram a dimensão do desastre. No vídeo, pessoas percebem a aproximação da enxurrada e começam a correr. Poucos segundos depois, uma enorme massa de lama, água e detritos avança pelo vale, alcançando construções e arrastando veículos que estavam na região do porto.
As autoridades chinesas ainda não divulgaram um balanço definitivo de mortos e feridos no lado tibetano. A imprensa estatal informou, entretanto, que o desastre provocou graves perdas humanas e desaparecimentos.
Veja o momento em que a enxurrada atinge Gyirong
As imagens foram registradas por câmeras de vigilância instaladas na região e mostram pessoas tentando escapar antes da chegada da avalanche de lama e água.
▶ ASSISTA AO VÍDEO:
Crédito do vídeo: Mídia social / via Reuters. Reprodução: g1.
As imagens impressionam pela velocidade com que o material desce pelo vale. Caminhões, ônibus e estruturas localizadas na área são atingidos em questão de segundos.
Deslizamento começou no lado do Nepal
Segundo informações divulgadas pelas autoridades chinesas, o desastre ocorreu por volta das 10h30 no horário local.
A massa de lama teve origem no lado nepalês da fronteira e avançou em direção ao território chinês, atingindo diretamente o porto de Gyirong, no condado de mesmo nome.
O local está situado em uma região montanhosa do Himalaia, onde os vales estreitos e as encostas íngremes aumentam a velocidade e o poder destrutivo de enxurradas e fluxos de detritos.
Gyirong fica às margens do rio Kyirong Tsangpo e representa um dos principais corredores terrestres de circulação de pessoas e mercadorias entre China e Nepal.
Estradas, energia e comunicações foram interrompidas
O impacto do desastre comprometeu parte da infraestrutura da região.
As estradas que dão acesso ao porto pelo lado chinês foram interrompidas, enquanto os sistemas de telecomunicações e fornecimento de energia elétrica também sofreram cortes.
Imagens obtidas posteriormente por equipes de emergência mostram construções atingidas e extensas áreas cobertas por lama e detritos.
As dificuldades de acesso tornam ainda mais complexas as operações de busca e resgate.
Governo chinês mobiliza operação de emergência
O presidente da China, Xi Jinping, determinou a mobilização das equipes de emergência e ordenou que todos os esforços sejam concentrados na localização dos desaparecidos.
Entre as prioridades estabelecidas pelas autoridades estão a retirada de moradores de áreas consideradas perigosas, o atendimento aos feridos e a prevenção de novos deslizamentos.
Equipes militares, socorristas e grupos especializados em desastres naturais foram deslocados para a região.
As autoridades também reforçaram o monitoramento das encostas e dos cursos d’água diante do risco de novos eventos.
Desastre atinge também o Nepal
Do outro lado da fronteira, a situação também é grave.
Uma inundação repentina atingiu várias localidades do distrito de Rasuwa, no Nepal, destruindo casas, estradas, pontes e instalações de geração de energia.
O balanço divulgado durante esta quarta-feira indicava pelo menos nove mortes no Nepal.
O Conselho de Turismo do país informou ainda que 384 viajantes estavam sendo procurados, dos quais 291 seriam estrangeiros.
Os números permanecem sujeitos a atualização conforme as equipes de resgate conseguem alcançar as regiões isoladas.
Helicópteros enfrentam dificuldades
O volume de água e as condições do terreno dificultam as operações de salvamento.
Em alguns pontos do Nepal, helicópteros enviados para o resgate não conseguiram pousar porque o nível dos rios permanecia elevado.
Equipes trabalham por terra enquanto moradores das regiões próximas aos rios foram orientados a procurar áreas mais altas.
A preocupação é que bloqueios provocados por lama, pedras ou gelo nos rios possam se romper repentinamente e gerar novas enxurradas.
Região já havia enfrentado desastre semelhante
A área da fronteira entre Nepal e Tibete é considerada vulnerável a deslizamentos e enchentes durante o período de chuvas no Himalaia.
Em 2025, uma grande cheia no rio Bhote Koshi já havia provocado mortes, desaparecimentos e a destruição de uma importante ponte entre os dois países.
Naquela ocasião, análises posteriores apontaram como causa o esvaziamento repentino de um lago formado sobre uma geleira.
Sobre o desastre desta quarta-feira, especialistas ainda trabalham para determinar exatamente o que desencadeou a enorme massa de água, lama e pedras.
Entre as hipóteses analisadas está a ocorrência de uma avalanche de gelo e rochas na região montanhosa, mas a causa definitiva ainda não foi estabelecida pelas autoridades.
Buscas continuam
As operações permanecem em andamento tanto no Tibete quanto no Nepal.
No lado chinês, a prioridade é chegar às áreas atingidas do porto de Gyirong e localizar pessoas que possam ter ficado soterradas ou isoladas.
A dimensão exata da tragédia deverá ficar mais clara à medida que as equipes de emergência recuperarem o acesso às áreas afetadas e as comunicações forem restabelecidas.
O Portal Conexão Geral acompanha a ocorrência e atualizará os números assim que novos balanços oficiais forem divulgados.
Portal Conexão Geral — Conectado em Tudo!
Seu navegador bloqueou a janela. Permita pop-ups para este site e tente novamente.


Comentários
Ainda não há comentários aprovados.