“Reciprocidade Não É Retaliação Nem Olho por Olho”, Afirma Alckmin sobre Relações Comerciais Globais
Em agenda oficial, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços defendeu o equilíbrio nas negociações internacionais e a preservação do diálogo soberano com grandes parceiros econômicos.

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, reforçou o posicionamento da diplomacia comercial brasileira em relação à adoção de medidas de reciprocidade frente a barreiras impostas por blocos e países estrangeiros às exportações do país. Durante participação em fórum de debates com o setor produtivo, Alckmin enfatizou que a busca por equidade no comércio internacional não deve ser confundida com políticas de vingança comercial ou disputas agressivas.
“Reciprocidade não é retaliação, nem a lógica do ‘olho por olho’. É a busca por um terreno de jogo equilibrado e justo (level playing field), garantindo que os produtos e serviços brasileiros recebam no exterior o mesmo tratamento respeitoso e transparente que dispensamos aos nossos parceiros”, declarou o ministro ao abordar as negociações bilaterais em andamento.
Pragmatismo Econômico e Defesa da Indústria Nacional
A fala do vice-presidente ocorre em meio às recentes discussões e exigências socioambientais e tarifárias impostas por mercados globais, como a União Europeia e os Estados Unidos, sobre commodities agrícolas e itens manufaturados brasileiros. Alckmin destacou que o governo federal atua com pragmatismo para defender a competitividade do agronegócio e do parque industrial do país, utilizando as instâncias da Organização Mundial do Comércio (OMC) e o diálogo multilateral como caminhos prioritários para a resolução de contenciosos.
Segundo o ministério, o foco central das missões internacionais tem sido a ampliação dos acordos de facilitação de comércio, a atração de investimentos produtivos focados na transição energética e o fortalecimento do Mercosul. O posicionamento do governo busca transmitir segurança jurídica e previsibilidade para os exportadores nacionais — incluindo o forte polo agroindustrial do Paraná —, garantindo o crescimento das vendas externas sem abrir mão do cumprimento rigoroso das normas regulatórias e de sustentabilidade.
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