Moraes proíbe visitas a Bolsonaro por 30 dias e veta manifestos políticos até o fim das eleições
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o ex-presidente Jair Bolsonaro de receber visitas pelo prazo de 30 dias. A medida foi tomada após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicar nas redes sociais uma carta…

O parecer emitido pela Procuradoria-Geral da República (PGR) já defendia a manutenção da prisão domiciliar de caráter humanitário — concedida originalmente para tratamento de saúde —, mas endossava a urgência de explicitar regras rígidas para evitar interferências diretas ou indiretas no processo eleitoral. No despacho, Moraes classificou como “patética” a justificativa de que o ex-presidente não sabia da publicação e pontuou que o uso de terceiros para burlar o veto do uso de redes sociais viola de forma frontal as medidas cautelares impostas pela Suprema Corte.
Durante os próximos 30 dias, o ex-presidente só terá permissão para receber visitas de profissionais de saúde, como médicos e fisioterapeutas, além de seus advogados constituídos. A restrição específica ao senador Flávio Bolsonaro, suspensa anteriormente por 90 dias devido ao episódio da leitura da carta em transmissão ao vivo, permanece inalterada e em pleno vigor.
A decisão judicial provocou reações imediatas no cenário político nacional, alterando inclusive agendas diplomáticas. O veto integral a encontros de natureza política inviabilizou, inclusive, a visita oficial que o presidente da Argentina, Javier Milei, planejava realizar a Bolsonaro. A defesa do ex-presidente informou que analisa os fundamentos da decisão para avaliar as medidas recursais cabíveis dentro do devido processo legal.
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